sexta-feira, julho 16, 2010

Flores do Mal

Deus salve a internet!

Nem queira saber o motivo, mas passei a tarde lembrando de Flores do Mal do Barão Vermelho.

Como esse blog anda sem atualizações - pura falta de inspiração e, acredite, inspiração por aqui tá difícil - eu resolvi publicar o clipe da música.

Tô pra falar que é um dos momentos altos do Barão!

Fato é que aqui tá o clipe:



Bacana né?

Agora, se você tem tempo a perder - é sério isso! - dá uma olhada na bizarrice que eu acabei encontrando enquanto procura "Flores do Mal" no Youtube...



Viu? Por Jesus Cristo, você encontra alguma explicação razoável para alguém se prestar a fazer uma merda dessas?

E depois postar na net?

Tempos difíceis...

sexta-feira, julho 02, 2010

Merda





Meu, vou dizer, quando eu não vou com a cara de um sujeito, eu tenho meus motivos... Felipe Melo nunca me enganou. Ele até tentou, durante o primeiro tempo, quando deu o passe para o Robinho marcar o gol. Mas na hora que o bicho apertou, o volante vaca-loca mostrou quem realmente é. Fez um gol contra (Julio Cezar vacilou forte...) e deixou o Brasil com um cara a menos num momento importante.

Bom, triste com a desclassificação, mas tenho de ser honesto: se a mediocridade do time de Dunga e a mediocridade do próprio Dunga passassem pela Holanda, seriam campeões, e, definitivamente, o futebol no Brasil não seria mais o mesmo.

No mais, a semana que vem, que teria dois feriados, só terá um. O de 9 de julho, que homenageia os combatentes da Revolução de 32. Aos soldados de Dunga e seu general cabe agora gastar os milhões que ganham...

Do Dunga eu espero que tenha mesmo conquistado a lealdade que tanto procurou no grupo. A gente precisa de amigos assim, quando fica desempregado.

Em 2014 a gente tem outra Copa. Aqui, por sinal. O Dunga não aprende com os erros, mas quem sabe essa derrota não sirva pra mostrar que o futebol brasileiro é o futebol arte, divertido e muleque, e não a furia de sair chutando tudo como um europeu qualquer, sem a menor intimidade com a bola.

Até 2014...

quinta-feira, junho 17, 2010

Como diria

Pois é, parece que o blog está às moscas... A ideia era ser a mosca – na sopa, como diria Raul – mas não foi. Ficou às moscas – como diria o Waltão – e a culpa é minha. Eu sei, como diria Renato Russo. Bom, deixando de lado o que diz o outro, como diria Saramago, esse post é uma mera desculpa para a ausência de posts nesse espaço que você continua prestigiando, apesar da minha incompetência, como diria o Lula. Será que ele diria isso? Será? Ih, Renato Russo já foi citado.
O trabalho na revista de motocross (essa aqui ó: www.dnaoffroad.com.br) e um bando de frila, incluindo alguns aqui ó www.guitarplayer.uol.com.br (assunto inseparável) não estão permitindo tempo para postagens.
O próprio post que você está lendo – os colegas que me desculpem – está sendo escrito enquanto eles apresentam o trabalho sobre variações diastráticas e variações diatópicas da língua portuguesa na aula de Introdução aos Estudos de Língua Portuguesa do curso de Letras da USP. E daí? Como diria José Serra, em seus rompantes de simpatia com a imprensa. Qual o problema? Diria Dilma Roussef, em suas estupendas observações pertinentes.
A Copa nem acabou e já quero falar de eleição... É que tenho memória de elefante, como diria o Dunga, e não consigo esquecer o vexame do Brasil... Vexame, sim. Como diria um amigo, se tem trabalho pra vencer a Coréia do Norte vai ganhar de goleada de quem?
É assim. No mais, vamos pensar que esse post é novamente um recomeço para o blog há tempos abandonado e carente de post.
Não foi vagabundagem, eu juro, como diria Leonardo... (nossa! Essa foi sensacional).
No mais, vamos que vamos. E como admirador de beldades cinematográficas, vou encerrar comentando o beijo de Sandra Bullock e Scarlet Johansson. Aliás, vou comentar o quê?
A imagem vale por mil palavras, como diria o slogan...



sexta-feira, abril 23, 2010

Deprê

Aqui vai a notícia publicada na íntegra, publicada no UOL. Ó aqui

É só ler e já dá pra perceber o quanto se pode ter de "orgulho" de ser uspiano...

Deprê.


23/04/2010 - 17h11
Assembleia de alunos da USP decide destruir câmeras de vigilância; DCE desaprova medida
Simone Harnik
Em São Paulo

Uma assembleia de estudantes da USP (Universidade de São Paulo) decidiu destruir as câmeras de segurança implantadas no campus. Na última gestão, da reitora Suely Vilela, foram instalados 85 equipamentos para a vigilância, com custo de aproximadamente R$ 2,5 milhões.

O texto publicado no site do DCE (Diretório Central dos Estudantes) diz: "A assembléia dos estudantes da USP aprova a iniciativa dos estudantes, organizados ou individualmente, de destruir ou inviabilizar o funcionamento das câmeras espalhadas pelo campus".

Mas, de acordo com Bárbara Vallejos, uma das diretoras do DCE, a medida não tem aprovação da gestão da entidade que representa os universitários. "A assembleia acabou se estendendo até muito tarde e houve um comportamento antidemocrático. A medida passou com a votação de poucos estudantes. A diretoria do DCE foi contra essa proposta", diz.

A reunião ocorreu no último dia 8 de abril, no prédio da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo). Segundo Bárbara, a assembleia avançou além das 23h, horário em que estava esvaziada – já que muitos tiveram de abandoná-la para retornar para suas casas.

"Se a proposta tivesse sido votada duas horas antes, certamente não teria passado. O DCE defende o diálogo e a democracia, o que não tem a ver com essa medida", afirma Bárbara. A universitária diz que a proposta vai ser ignorada e que a entidade pretende debater na próxima reunião, no dia 6 de maio, políticas de permanência estudantil e o ensino a distância.

A Assessoria de Comunicação da USP informou que nenhum ato de vandalismo contra as câmeras foi registrado no campus da Cidade Universitária, na zona oeste da capital. A Universidade não vai se manifestar sobre a resolução da assembleia.

terça-feira, abril 13, 2010

viver

"Viva um dia depois do outro", diz o ditado. "Viva intensamente", recomenda outro. "O que se leva dessa vida é a vida que se leva", teoriza mais um.

O que há de comum entre os três? A vida. Sempre ela. Difícil pra caralho - ninguém falou que era fácil - mas gostosa como a vida deve ser... Ih.. slogan brega, não dá.

Vou viver a vida... e volto... pra viver a vida.

It's my life, diz o guru Bon Jovi... então vamos com ele...

Aqui tem a letra traduzida.


domingo, abril 04, 2010

Passagem

Noutro dia, numa conversa de bar com um amigo de verdade, eu disse que estava agitado porque havia algo a decidir. Ele então saiu-se com um daqueles improvisos que a gente faz e que, no calor do momento - como diria John Wetton, no Asia -, soam com incrível sabedoria e se encaixam como luva ao que se precisa ouvir. A pérola filosófica foi "Você não precisa tomar decisão nenhuma. A decisão, quando chega a hora, se toma por você." Eu tive de anotar o improviso, que é praticamente uma epígrafe desse post e quase uma versão diferente dos famosos "O tempo cura todas as coisas" e "Nada como um dia depois do outro".

E a Páscoa ou Pessach, que simboliza a 'passagem', é o momento na vida real que encerra as citações.

As mudanças, as passagens, as decisões, as escolhas são feitas constantemente em nossas vidas e, independentemente de ficarmos satisfeitos ou não e de sermos ou não responsáveis por elas, devemos arcar com suas consequências e seguirmos em frente, esperando as próximas 'decisões' que tomaremos ou que serão tomadas - e pelas quais seremos afetados - resignados ou não. Felizes ou não.

O que se pode fazer em relação a isso é mais ou menos o mesmo que é possível em relação à sorte, na visão do pintor Pablo Picasso, parafraseado ontem pelo ídolo Armando Nogueira, que passou nessa semana, mas como outros, mesmo depois de morto ainda me ensina e vai ensinar muito. "Posso ser um homem de sorte, mas todas as vezes que a sorte me procurou, ela me encontrou trabalhando"

É mais ou menos isso... Todas as vezes que uma decisão é tomada por mim, ela me encontra refletindo a respeito de si. Afinal, refletir, trabalhar, decidir, aprender e amar é o que posso fazer, por minha conta e risco.

Ah, o Asia entrou quase de gaiato no post, mas já que entrou, assista ao vídeo. O riff pesado de guitarra vale a pena e a letra com tradução você encontra aqui ó: LETRA TRADUZIDA e vale a pena ler, já que fala de decisões tomadas no 'calor do momento'

quinta-feira, março 04, 2010

Imortais e suas cadeiras





A vida anda mesmo difícil...

Até pra imortais não está fácil. E morrer, então, nem se fala.

O camarada passa a vida construindo um patrimônio intelectual e após a sua morte, tudo o que se discute a seu respeito é: quem vai ocupar a cadeira que você sentava...

E nessa hora, como bem diria Orwell, "já não se sabia mais quem eram homens e quem eram porcos"

Ainda nem tivemos a missa de sétimo dia do bibliófilo José Mindlin e as preocupações na ABL se resumem à eleição do próximo "imortal". Sei lá... A ter de regularmente tomar chás com esse tipo de gente é melhor ser mortal mesmo, né?

Bom, os 40 mil livros acumulados em sua biblioteca pessoal sempre me despertaram um sentimento que nem sei explicar. Queria ter conhecido esse cara.

Para os que gostam de leitura, olha que lista legal: Lista

Uma pessoa que possuiu 40 mil livros, devia saber do que estava falando, né?

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Queda simbólica


Então, a notícia tem umas duas semanas.

Quem vive olhando as manchetes do G1 e do Uol vai se lembrar.

Eu salvei a foto na hora em que vi, porque queria postar, mas nem deu tempo...

Entretanto, nessa madrugada quis deletar a imagem e não consegui.

Ela me prende.

Não sei se é a queda e todos os sentimentos que devem ter passado por esse guarda em questão de segundos ou se é o descaso e a reprovação dos colegas sobre o fato...

Olhe bem. Essa fotografia, pra mim, é um ícone da falta de solidariedade, além de tudo. Mas há algo nela que realmente me prende. E eu não sei o que é... Pobre guarda...

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Retorno corrido...


Caramba! Três meses de férias no blog! Hahaha... É por isso que eu não presto para ser meu próprio patrão... Procrastinador mor...

Bom, na verdade foi uma meningite, seguida de uma meningite aguda, seguida de uma meningite que não se sabe a causa, que me afastaram daqui por uns dois meses. O mês de janeiro foi mesmo vagabundagem.

Ou não. Diria o ídolo Caetano. Foi excesso de trabalho. Cara, cheguei na redação e tive de mandar ver, sem tréguas.

Caraca, nem comecei o post e já escrevi umas quatro palavras que tive sinceras dúvidas sobre a grafia... Enfim...

Este texto devia tratar somente de Sallinger, que morreu na semana passada. O escritor é pra mim uma espécie de ídolo, mas essa não é a palavra correta.

Sabe aquelas pessoas que despertam em você um misto de admiração e curiosidade? Pois assim é J.D. Sallinger, o autor americano que faleceu 28 de janeiro último.

Cara, quando eu li "O apanhador no Campo de Centeio" já não tinha mais idade pra me impressionar com esse tipo de história, saca? Já não era mais adolescente... Tinha passado dos 20, marmanjão mesmo. Mas fui arrebatado pelo livro.

Passei a me questionar como uma obra tão 'simples' conseguiu causar tamanho impacto no mundo - não só na sociedade americana - e, mais que isso, como conseguiu ser tão perene?

A primeira ideia que vem à cabeça de um cretino como eu é a 'osmose', saca? Alguém do tempo do vovô falou que era bom, algum contemporâneo do pai disse que era bom e pronto... Virou clássico. Claro que não!

Depois, passei a desconfiar do título. Porra, você se depara com uma estante e nela há uma porção de livros para você escolher. Vários títulos.Meu,"o apanhador no campo de centeios" tem muitas chances de chamar sua atenção. É lúdico, é lírico, é.. Enigmático...

Aí, você fica sabendo que depois de causar uma verdadeira reviravolta na sociedade literária - vamos chamar assim para encurtar etapas, ok? - de seu tempo, subverter a linguagem e se tornar um sucesso, o autor resolve, apenas dois anos depois se "esconder" do mundo, num rancho murado, numa cidade pequena, longe das entrevistas, dos holofotes, de tudo. Produz mais alguns contos - bem bom, pra variar - e um, "Raise High the Roof Beam", especialmente enigmático no Brasil: virou "pra cima com a viga, moçada" ou "Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira", a critério da tradução...

Bom, é atraente, não é? Já bastava para chamar muita atenção para o tal "Catch in the rye" - título original do "apanhador", né?

Aí vem um cretino e mata o maior um dos dos maiores nomes que a música popular teve e vai ter em sua história, John Lennon, e diz que sua leitura predileta é o tal livro.

Bom, aí, não tem jeito... Desde 1951, quando foi lançado, são mais de 60 milhões de cópias vendidas em todo o mundo - informação do Estadão, no dia da morte... O cara podia estar lendo qualquer merda, mas tudo bem. Quis o destino que fosse um livro do Sallinger, que só queria sossego...

É isso, uma singela homenagem a um escritor que marcou minha vida e meu gosto pela literatura. Na verdade, há mais a dizer, como a obessessão que tive em xerocar toda a pasta sobre o autor, enquanto trabalhei no arquivo do Estadão. A ideia era construir um personagem com o perfil esquisito do escritor, mas virou gaveta...

Enfim, espero que o Sallinger encontre o sossego e o distanciamento que sempre procurou em vida, mas como eu disse no começo, esse post ERA pra ser só do Sallinger, mas ontem eu fui no show do Metallica, no Morumbi.

E tava foda! É só olhar aqui, ó:



Dava pra fazer um tratado sobre a apresentação dos caras, mas basta apenas ONE explicação... Ih... torcadilho infame não dá. É hora de encerrar o post...

sexta-feira, novembro 06, 2009

pequenos frascos da felicidade



Sabe aquele ditado que diz que a felicidade está nas pequenas coisas? Então, pra mim ele procede perfeitamente. A felicidade da minha vida nesse momento pode ser representada por esse pezinho aí na foto. É da Sofia. E foi clicado no domingo retrasado, quando a levei para Santos, e além de ter ficado encantada com o bacana aquário público que há naquela cidade, a gente fez outras mil coisas, inclusive passear dentro uma loja do Mc Donalds, ali pertinho do Canal 6. Na verdade, o tour pela lanchonete nem é tão divertido, mas pra ela foi das coisas mais felizes da vida. E sem ter comido nada. Só tomou um suquinho. Mas é que ela é assim. A felicidade para a Sófi está em detalhes como esses, ainda que sem graça para os adultos.
A gente também brincou de rolar na grama, correr em volta da fonte, passear pelo calçadão com ela montada no meu pescoço. Foi uma farra. E a cada sorriso da baixinha eu tinha certeza que ela estava passando por momentos inesquecíveis.
O clima não estava dos melhores, mas a gente molhou os pés na beiradinha e nessa hora ela pirou!
Como não rolou o mergulho, foi agendada mais uma visita ao litoral para o final de semana seguinte, também conhecido como domingo passado.
Tudo ia muito bem. O sol estava fritando e´o cheiro da Sofia besuntada de protetor solar e a imagem dela com seu biquininho já me faziam sentir como estive na praia. Mais aí a bosta do o trânsito ABSURDO no dia do meio do feriado não permitiu que chegássemos à praia. O mergulho foi adiado de novo e acho que no próximo fim de semana o bate-volta vai dar certo. De qualquer jeito, acabamos indo parar no Jardim Botânico e ela tocou o horror nas borboletas, insetos e no paizão aqui - tá pesadinha pra fazer caminhadas no cangote do pai... Mas só esses detalhes já a deixaram super-hiper-mega-blaster feliz.

É bem legal isso. Pelo tamaninho dela, qualquer mínimo detalhe faz a felicidade. Eu já tinha sido assim quando tinha a idade dela. Pelo menos é provável. E depois comecei a crescer e ficar mais exigente quanto ao 'tamanho' do que me faz feliz.

Com a Sofia tenho aprendido a ser novamente como era.Um detalhe pequeno já me faz feliz, ainda mais se for um pezinho gorducho e branquinho, com pouco mais de 10cm, caminhando
ao meu lado na beira-mar. É só do que eu preciso...


segunda-feira, outubro 19, 2009

Desconte no vizinho...

Tá, eu confesso que dei mole. Mas ser pego de surpresa foi ainda mais perturbador, no bom sentido da palavra, se é que me entendem.

Sabe aquele excesso de informação que te bombardeia frenéticamente e você se ilude achando que está informado mas não tá ligado na parada que importa? Então, assim aconteceu com o Distrito 9.

Eu tava de boa na estação do metrô Praça da Árvore, ali na plataforma mesmo, esperando o cata-loko das 22 e tantas, de notebook nas costas, com as pernas cansadas depois de uma dia exausto, ouvindo um som nos fones - a quem interessar possa, era MUSE, Origin of Symmetry - e de repente vi um cartaz bizarro com um monstro estilo Cloverfield 'enquadrado' naquele círculo vermelho (que bizarro isso de enquadrar no círculo, mas vamo em frente) com uma faixa na diagonal e a singela frase: "Areá imprópria para não-humanos" numa tradução mais do que livre.

Quando me dei conta do cartaz, ali separando o trem que vinha do trem que ia, já era tarde: o trem chegou e tapou minha visão... Ainda tentei olhar de esgueio, mas nem rolou. Era tipo esse ó:




passagem tempo - mais de uma semana depois...

O brother Waltão - esse aqui ó: madmonsterland - me chama na madrugada no MSN e solta: "Assisti a um filme que você vai pirar, é sensacional, se chama distrito 9" e sapecou o link do trailer.

De testa, reconheci o cartaz, senti um arrepio e achei genial a ideia do roteiro. Fiquei a fim de ver e isso aconteceu no último final de semana.

Cara, se você está em dúvida sobre o que ver no cinema eu te digo: sei que os olhos do Brad Pitt podem ter pra você o seu valor e o meu comentário pode ser inglório - ainda não vi o Taranta... - mas veja o Distrito 9. Vale muito a pena.

E prepara-se para descobrir no ser humano - em você inclusive - sentimentos bizarro. Como eu disse, a ideia de criar uma favela povoada por alienígenas e mostrar os humanos humilhando e lucrando com essas criaturas é genial. Fazer a coisa se passar na África do Sul foi só a cereja do bolo e negar a alusão ao Aparthaid foi, digamos, uma maneira fácil de encerrar polêmicas, mas o filme é sensacional.

Você brancos tratando aliens como os brancos trataram os negros. E depois vê negros tratando os aliens como eram tratado por brancos. Finalmente você aliens tratando aliens como homens tratam homens e sente uma coisa que nem sabia ser possível sentir.

Aí no meio da trama surge uma possibilidade de os alienígenas irem pra casa e você se descobre torcendo por eles, contra os humanos. E pensa que isso se deve ao fato de os humanos envolvidos na trama serem escrotos. Mas aos poucos você vai percebendo que na verdade é também um escroto. E torce pelos alienígenas simplesmente pelo fato de que quer vê-los longe de você. Mesmo que eles não tenham feito nada, ainda... É nojento. E eu recomendo...

sexta-feira, outubro 16, 2009

Nova paixão

Foi assim, ela já chegou na minha vida se abrindo toda. Disse que "de todo o amor que eu tenho, metade foi tu que me deu".

Eu adorei logo de cara, mas aí ela apelou. E usou o francês. Quem resiste a um francês muito do bem pronunciado? Já me disseram que é a língua do amor... "Moi je t'offrirai, des perles de pluie, venues de pays. Où il ne pleut pas, Je creuserai la terre Jusqu'après ma mort. Pour couvrir ton corps d'or et de lumière Je ferai un domaine. Où l'amour sera roi"

Aí eu pirei e me rendi aos encantos da moça. E estou apaixonado. Com todo o respeito, é claro.

Ela é Maria Gadu, a paulistana que você nos vídeos aí embaixo e que me foi apresentada há coisa de dois meses pelo brother Sincler, o arquiteto mais arquiteto que conheço.

Bom, aí fui ouvir a moça e achei sensacional. A voz, a harmonia, o ritmo, a delicadeza... Tudo. Tá bom, não gostei muito do corte de cabelo dela, mas nem tudo é perfeito...


Uma vez um amigo viu no meio das minhas anotações de cifras de música um rascunho de letra da Kelly Key e ficou indignado: "Pô, cara, as músicas são legais, mais Kelly Key é foda, hein?"

Era tempo de voz e violão e gostava de fazer uma versão 'banquinho' para o hit da loirinha-carioca-delícia, mas Maria Gadu fez perfeito.

Veja o terceiro vídeo e me diga se estou enganado. Aqui aparecem três faixas que não são autorais da moça, mas o CD está cheio de composições. E boas composições, devo dizer. Eu recomendo!






sexta-feira, outubro 09, 2009

Lembrar do amanhã


São duas constantes observações do brother Hamilton. Ele considera que tenho uma memória prodigiosa por lembrar, com detalhes, de coisas muito antigas pelas quais passei. Dois ou três posts abaixo ele comenta exatamente isso. E eu, brincando, respondi que queria me LEMBRAR de coisas mais importantes, como os números que SERÃO sorteados na próxima mega-sena.

É, a piada é infame, eu sei. Mas meu estranho humor vê graça nela.

Então, na quarta-feira eu precisava passar numa farmácia e desci do ônibus nas imediações da República. É um caminho que faço de vez em nunca e que passa em frente uma banca de jornais que não vende jornais, mas livros. Muitos livros usados.

A memória, segundo o brother prodigiosa, não me permitiu lembrar da última vez que tinha passado por ali. Entretanto, assim que botei os olhos num livro chamado "Picasso" lembrei-me imediatamente de tê-lo visto ali por muitas e muitas vezes, exatamente naquela posição na banca, tomando sol, chuva. É esse aqui ó:

Vieram à mente recordações de um emprego no qual permaneci por uns quatro ou cinco anos, num bairro distante. É que justamente nessa época eu passava todo dia em frente à banca e nosso amigo pintor me olhava com o enigmático olhar meio escondido.

Mas o ser humano vai ficando mais velho e o valor do capital lhe corrompe as entranhas - poético ou piegas? - as lembranças suscitadas pela simples visão do livro foram substituídas imediatamente por questões mercadológicas. Comecei a pensar em por que aquele livro está ali por tantos anos e nunca é comprado. Enquanto me encaminhava para as escadas do metrô concluí que podia ser pela escolha da foto. "Picasso sempre passou um ideia de homem 'forte' e até arrogante, e nessa foto, meio querendo se esconder atrás da gola e entre o chapéu, ele parece bastante frágil. Acho que pode ser uma explicação para o fracasso na venda", pensei, antes de pegar o trem, sacar da mochila o livro que estou lendo e seguir para o trabalho.

Já na redação, abri o email, o twitter, o outlook e fui dar uma sapiada nas notícias do dia. Eis que me deparo com uma triste nota na Folha de São Paulo, que dizia "Fotógrafo Irving Penn morre aos 92 anos". Logo abaixo de um texto explicando a causa da morte estava uma montagem com quatro famosas imagens capturadas pelo falecido. Repare na imagem do quarto quadrante e diz aí se não é sinistro...


Não foi exatamente uma lembrança do futuro, mas começo a me policiar e espero que se um dia me lembrar inútil e estupidamente de seis números quaisquer eu tenha tempo de passar numa casa lotérica. Nunca se sabe, né?

Em tempo: os outros três personagens clicados pelo conceituado fotógrafo são Truman Capote, S.J. Perelman e a Gisele Bündchen.

sexta-feira, setembro 25, 2009

Vida à fantasia



Hoje tem festa à fantasia, comemoração dos aniversários da Tarsila e da Francine, que aliás, é no mesmo dia do meu, então vou comemorar na 'casquinha'.

A festa já é quase tradicional, acho que é a quinta vez que vai acontecer, sendo cada edição com um tema específico, com open bar e muita farra.

Nesse ano, o tema é "Qual é a música" e mesmo faltando poucas horas para o evento, ainda não sei do que eu vou.

Pensei em ir de Paul Stanley, do Kiss, mas essa porra branca em todo o rosto deve coçar horrores, sem falar que a estrela preta é bem perto do olho e deve ser um saco tirar essa merda no dia seguinte...

Vou acabar metendo boné e corrente grossa no pescoço, pra aparecer de rapper americano... a música é ruim, mas o 'disfarce' combina mais com a vida real.

Aceito sugestões...

quinta-feira, setembro 24, 2009

Ventos uivantes

Quando criança, eu costumava passar alguns finais de semana na casa de uns primos, na Cidade Tiradentes, aqui em São Paulo. Éramos todos pré-adolescêntes e me lembro bem de brincar de "beijo, abraço, aperto de mão" com as menininhas lá. Quem comandava a brincadeira era uma vizinha adulta, crente - como dizíamos na época, a respeito dos evangélicos -, que cuidava para que a coisa não passasse de selinhos e apertos leves.

Entre uma escolha e outra, ela aproveitava pra dar aquela 'doutrinada' básica na molecada e eu até gostava. A mulher sabia as passagens bíblicas de cor e salteado e aquelas histórias me impressionavam. David contra Golias, por exemplo, foi por ela que tomei contato e fiquei fascinado com a possiblidade de uma sujeito enfrentar um gigante com uma 'funda', mesmo que somente anos depois fui saber exatamente o que era esse instrumento.

Bom, tudo isso pra falar advinha do quê? Hahaha... De música, é óbvio! Numa daquelas noitadas o radinho de pilha que nos acompanhava na brincadeira começou a tocar uma música bem 'estranha' - o termo aqui tem conotação muuutio positiva.

A introdução era com um piano, fazendo um acorde 'dedilhado', que antecedia a entrada da cantora, com um voz muito, muito aguda, no estílo de música lírica... Era Kate Bush e sua
"Wuthering Heights"

Fiquei paralisado ouvindo aquela melodia. Eis que então a amiga 'crente' saca de seu baú de histórias de inféis e pecadores um comentário sobre a música:

"ó, você não ouça essa música não, porque essa mulher fez pacto com o tinhoso, viu? Ela vendeu a alma em troca do sucesso e você pode ouvir aí, ó, ela falando em 'máster' e 'possessed you', é coisa ruim... Tá falando do demônio"

Alguma menina na brincadeira escolheu o cabra aqui para um abraço, aperto de mão ou um beijo - pensando bem, prefiro lembrar que foi para um beijo - e acabei deixando a música de lado.

Anos depois, já devidamente arrebatado pela deusa música, me deparei com a canção. Comecei a 'ir atrás' de Kate Bush e descobri que a cantora foi amiga de escola de David Gilmour, guitarrista do Pink Floyd, e por influência e prestígio do amigo junto à gravadora, Kate lançou em 1978 seu disco de estreia, com a famigerada música.

O título é o mesmo nome de um livro, clássico da literatura inglesa, que no Brasil foi traduzido como "O morro dos ventos uivantes". A letra é inspirada no romance, que é o único escrito por Emily Brontë - a trema não caiu, nesse caso! - fiquei imediatamente interessado na obra, mas assim como me desencorajaram lá atrás de ouvir a música, dessa vez foi a respeito do livro que ouvi críticas. Aliás, o tempo e a falta de memória - importância? - tornaram anônimas na minha mente: "É um romance de fresco, história pra mulher, sobre amores impossíveis, no melhor estilo das coleções 'Julia' e 'Sabrina'."

Bastou para eu não querer ler!

Bom, nada como o tempo passando e eis que mais de 15 anos depois eu encontro uma coletânea do Hollywood - aquela mesma de uns posts atrás - e nela, acho que pra completar o CD, porque a música nunca foi do comercial, enfiaram a boa e velha Kate Bush e sua canção.

Há duas semanas, deu-se o fato. No ônibus, às 7h30, ouvi "Wuthering Heigths" no MP3 player e cheguei a pensar: "Qualquer hora, vou ler esse livro". Duas horas depois, a professora fala sobre Rei Arthur e seus comparsas da Távola Redonda, sugerindo um título - "A demanda do Santo Graal", a quem interessar possa - para os alunos que queiram conhecer melhor a lenda e suas variantes. Eis que vou à biblioteca buscar o exemplar e, na prateleira acima da que continha o livro sobre Arthur, estava "O morro dos ventos uivantes". Parecia, inclusive, me esperar.

Foi incrível. A vizinha evangélica dos meus primos diria mesmo que foi coisa de bruxaria!


Peguei os dois. Dei uma lida 'expressa' na "Demanda do Santo Graal" e passei a me dedicadar nas últimas duas semanas à leitura de Emily Brontë. A história da mimada Catherine, seu amor de infância Heatcliff e tudo que rodeou a triste propridade "Wuthering Heigths" é bem bacana! Muito mesmo. Ainda não acabei, mas já entendi porque Kate Bush escolheu o romance para se inspirar e fiquei um tanto chateado por dado ouvido à crítica lá atrás... Malditos críticos...

A tradução de Raquel de Queiroz é coisa fina e enquanto não termino a leitura, vou ouvindo a versão musicada da obra. Se quiser, clica aí embaixo e vai ouvindo também... Nem preciso dizer que recomendo a leitura, né?



segunda-feira, setembro 21, 2009

filha, fala 33...




Foi assim meio rápido. O ponteiro do relógio marcou 0h01 e fui felicitado por minha mulher pelos 33 anos de idade. Bem legal. Gosto dos números repetidos assim.

Depois dos 20 e poucos eu estava achando que os anos passavam rápido, mas confesso que depois dos parabéns no sofá, enquanto assisitiamos a... Deixa pra lá, a TV cada vez pior... Bom, eu parei pra pensar e notei que entre os 32 e os 33 aconteceu muuuita coisa e portanto foi um ano longo. Não tive de tempo de contar no calendário, mas até fico na dúvida se não foram mais de 365.

Bom, a mulher fez um bolinho, pais, sogros e amigos passaram lá e estava feita a festa. O mais legal é que onde há uma criança, como a Sofia - ou duas, contando a Duda - a festa passa a ser delas, né? Isso não é ciúme, é uma constatação. As pessoas iam lá me cumprimentar e, depois do parabéns, tchau. Quero falar é com sua filha e sua sobrinha... Engraçado. Até o bolo, no qual a Fábi jurou de pé junto ter usado corante vermelho, ficou rosa. Acho que ela fez pensando na Sófi, embora esteja negando. Hahahah....

Mas é isso que é ser pai. Você divide tudo com sua filha. Tudo mesmo. E por que não faria isso com um bolo de aniversário? Crianças têm verdadeira atração por bolo de aniversário, né?

No final, recebi muito carinho dos amigos e parentes, alguns presentes e constatei que fazer os tais 33 foi muuuuuito legal, em boa parte, por causa da Sófi! Ela não foi o presente desse aniversário, mas é o melhor que já ganhei em toda a vida. E como disse a mulher: "É o melhor da vida e para toda a vida"

"Tinta e tês!" foi a frase com a qual fui dormir, cheio de orgulho, no dia do meu aniversário.

quarta-feira, agosto 26, 2009

O sucesso...


No outro dia entrei num restaurante e me deparei com uma versão acústica do hit Song for You, de John Miles.

A música que foi um dos hits dos comerciais da Hollywood nos 80 me inspira e traz recordações do tempo de garoto. É uma canção que me aparece de vez em quando, a cada três anos mais ou menos, e me lembra como uma simples baladinha bem arranjandinha pode fazer um dia feliz.

Curiosamente insisto em registrar na memória que "Song for You" é de Steve Winwood. Engano. A do inglês que fez parte do Hollywood Hits é "Why you see a chance". O mais engraçado é que por esse motivo, três anos atrás, quando lembrei da dita cuja, cacei como um louco, mas não encontrava Atrelava, em minhas pesquisas, a música a Steve Winwood. Mas achei. Numa coletânea dos hits do cigarro, de um tempo em que se podia fumar em qualquer lugar e era até charmoso. O sucesso! Dizia o slogan.

Acredita que nessa semana, quando ouvi a versão só com violão, voltei a procurar por ela como sendo de Steve Winwood? Resultado, só consegui ouvir hoje, quando achei o CD adquirido há três anos... E aí aproveitei pra dar uma ouvida geral. Journey, Kansas, Whitsnake, Peter Frampton e uma série de one hit wonders que só de ouvir já dá pra sentir o gosto da fumaça na boca e a onda batendo no rosto. Pois é. Os comerciais do Hollywood nos anos 80 me deixavam com vontade de surfar, saltar de paraquedas, não de fumar... Mazelas do marketing. Mas acho que também eu era muito jovem... Deixa pra lá.

Depois dessa pausa, à 1h da madrugada, vou voltar para o texto que estou escrevendo. A trilha sonora, já sabe, né?

terça-feira, agosto 25, 2009

Pequeno perfil de um cidadão comum...

Então, agosto tá indo embora... Ano passado, esse mês foi foda. Enxaqueca cruel, a filhinha internada e tudo de ruim que se pode imaginar nas costas de um rapaz latino americano e sem dinheiro banco e sem parentes importantes - ó o Sarney aí de novo!

Bom, como disse, o mês chega aos últimos dias e nesse ano está bem mais - infinitamente - light do que em 2008.

A ironia ficou por conta de que esse post era pra sexta-feira passada e só não foi postado porque estava à procura de uma versão decente de 'Sujeito de sorte', do Belchior, mas não existe na net, a não ser o próprio cantor cearense fazendo um 'rap' bizarro na introdução...

Aí o Fantástico faz uma matéria com o sumiço do cara e eu penso: porra, vai dar pra fazer o post, porque agora acho uma versão boa da música no iutubi. Que nada, o mês tá bem melhor, mas presentemente eu não posso me considerar um sujeito de 'tanta' sorte. Ninguém põe na net um vídeo com a versão original da música (ficaadica)!

Mas enfim, tirando a coincidência de eu ter pensado no Belchior na sexta-feira e o Fantástico resolver fazer do sumiço do homem uma preocupação nacional no Domingo, os versos da tal canção são bem bons... Pra mim, pro Belchior e pra quem mais quiser:

"Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
Porque apesar de muito moço me sinto são e salvo e forte
E tenho comigo pensado deus é brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer no ano passado
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro"

Então, já que tive de falar dele, acredito que o cara deve aparecer. Mas achei a pauta muito boa... Quando ouvi a chamada chutei do sofá: "Porra, deve ser o Djavan. O cara sumiu" Errei por pouco, hein? Presentemente eu não posso me considerar um sujeito de sorte...

Na falta de versão melhor...

sexta-feira, agosto 21, 2009

Na lida


Enquanto o Detran não me libera pra fazer o exame e me concede a licença para pilotor a motoca, vou andando de coletivo e fugindo de vagabundo tentando me ganhar no busão.

Passou perto essa semana e meu notebook ia embora... Ainda bem que me safei... Crescer na periferia tem seus méritos.

Em protesto, além de começar a providenciar um backup, hoje comprei o capacete. Bem bacana, por sinal.

Agora só falta a habilitação! E a aquisição do acessório só aumentou a vontade de sair com a bike sem carta mesmo... Mas é melhor não. O mar não tá pra peixe...

Enfim, fora as desventuras em viagens de coletivo pela amada São Paulo, tenho escrito muita coisa, embora as passagens nesse espaço aqui tenham ficado mais raras. Eu me desculpo e explico: as leitruas e análises exigidas pela faculdade começaram a tomar tempo novamente. É bem legal e estou gostando, mas precisava de um dia de 48 horas fora a noite, pra conseguir fazer tudo.

Aí embaixo está a capa da DNA número 5, nas bancas há duas semanas. Estou acabando a 6 e o bicho tá pegando. No mais, estamos aí.



Ah! Fora isso, tem ensaio na próxima terça-feira, com a incrível estreia do meu pedal de efeito Chorus da Digitech. Peguei ontem e na madrugada já consegui sentir que o bichinho é valente - mas não deu pra aumentar muito o volume...




É isso. entre guitarradas, fugas insólitas, matérias para as revistas e textos na faculdade, eu vou sobrevivendo!

E vou tentar dedicar mais tempo ao blog. Prometo. E quando prometo, eu cumpro!

quinta-feira, agosto 13, 2009

Les Paul


Quando entro numa loja de guitarras tenho uma sensação muito particular. Gosto de olhar e tocar cada modelo. As bonitas, as feias, as famosas.

Tenho três guitarras e estou muito feliz com elas, mas é como um vício. Não canso de admirar os exemplares em exibições nas melhores lojas do ramo.

Tenho uma listinha mental de modelos preferidos. O nome é "sonhos de consumo" e no topo dela está a Gibson Les Paul.

Qualquer um que toque guitarra, já quis ter ou quer um dia poder sentir os graves poderosos desse histórico modelo.

Hoje, morreu o sr. Les Paul, que o criou nos anos 50. Leo Fender tinha cravado seu sobrenome na história do rock com suas Fender Telecaster, contra a qual a a Gibson precisava de uma concorrente à altura.

Les Paul inovou criando um instrumento com braço inteiriço - nas Fender a peça é parafusada - corpo sólido e timbre particular.

O velhinho já estava com 92 anos e assistiu, ao longo de mais 50 anos, a muitos músicos empunhando sua criação com maestria.

Só pra citar um, vou de Jimmy Page, do Led Zeppelin, entre os caras que me fizeram querer ser guitarrista e amar a criação do sr. Les Paul!

R.I.P Les!