quarta-feira, outubro 15, 2008

Feel good songs




Noutro dia estava no carro com o Hamilton e no rádio começou tocar "Imitation of life", do R.E.M. Ele então comentou que considera essa música - que está no vídeo 'gentilmente' cedida pelo Youtube - um dos grandes exemplos de Feel Good Songs.

Concordei discordando. Shine Happy People, do mesmo R.E.M., me parece ter mais a cara...
E então passamos a falar sobre o conceito de Feel Good Songs me lembrei da Daisy, que descobriu Crushing Day, do Joe Satriani. "Ouço essa música quando me levanto e ela me enche de ânimo", me confessou uma vez. "Está até no toque do meu celular."

Como também considero a composição do guitarrista uma injeção de energia no meu dia-a-dia, citei-a como exemplo, ao que o Hamilton rebateu: "Tem de ter letra pra ser Feel Good Songs"

Encerramos o assunto naquele dia. Eu, depois, ouvi e assisti ao vídeo da música do R.E.M. e concordo com o Hamilton que ela é de fato um Feel Good Song. Mas insisto: isso não tem a a ver com a letra, mas com as sensações que a canção nos desperta. Faça o teste. Deixe carregar o vídeo e ouça. Sinta o bem-estar e uma felicidade diferente invadirem o seu corpo. Depois, ouça de novo, olhando a letra aqui ó: http://www.cifras.com.br/traducao/rem/imitation-of-life

Tudo bem que a citação de cana-de-açúcar sugere mesmo um "doce" extra na vida, mas a sensação vem mais da melodia do que letra, não?

Pelo sim, pelo não, vai aqui embaixo um vídeo do Satriani tocando a Crushing Day, que, pra mim, pra Daisy e certamente pra outras tantas pessoas, é, sim, um Feel Good Song.


sexta-feira, outubro 10, 2008

Animais na labuta


Aqui na redação trabalhamos comO animais! É fato, há tempos conhecido. Pois então... Dá uma olhada na foto aí e note que agora também trabalhamos COM animais. Essa aí é a Rita, o bull terrier do Badu, nosso chefe aqui na redação. Digo o Badu, não o bull terrier, ok?

Ele mudou de casa pra apartamento e enquanto não consegue um lar para a Rita ela vai morar aqui. Eu espero que ele consiga logo. Estou criando laços afetivos com um cão... Coisa que pensei jamais fosse acontecer. Pior que isso. Estou criando uma relação com um bull terrier... Coisa que quem me conhece sabe que é (era) impossível...

Pois então é isso. A Rita está aqui conosco diariamente, já faz parte das piadas e tomou o lugar de mascote da redação do Melancia, o André, que aparece com esse blusão todo manchado aí na foto. E ele que não se cuide, não... Vai que a Rita começa a querer fazer matéria...

Bom, na foto também estão o Badu, dono do cão, pra garantir a integridade física enquanto posávamos, o Rafael, outro repórter daqui, e eu.

Mas diz aí se a Rita não é de longe a mais simpática de todos?


sexta-feira, outubro 03, 2008

Eu falei MPB!



Há mais de um ano a MTV exibia a primeira temporada de Tela Class, um quadro dentro do esculachado programa Hermes & Renato.

A idéia nem era original dos caras. Já vi em canais gringos o mesmo tipo de programa e até Chico Anysio tinha uma esquete chamada Chico City como esse recurso em seu programa.

Lembro de várias tardes no final dos anos 80, na casa do brother João Carlos, à frente da televisão com o volume zerado, e ouvindo discos (não eram CDs) de rock. De Led Zeppelin a Pink Floyd, Deep Purple, Whitesnake. A TV geralmente um filminho na saudosa (será mesmo?) Sessão da Tarde. E basta um sujeito botar a mão no braço, pra um de nós brincar e fazer uma voz de dublagem mexicana com alguma bizarrice tipo "Ai, meu braço, carai". Gargalhadas gerais e voltámos a olhar a capa do vinil, discutir a arte ou um solo de Jimmy Page. Bons tempos...

Mas voltando ao Tela Class, os caras pegam filmes desconhecidos, editam as cenas e re-dublam, criando roteiros muitíssimo engraçados. Besteirol total, mas muito divertido...

No ano passado era o assunto matinal na editora. A primeira pergunta do dia para o Waltão (ou dele pra mim) era sempre: "Viu Tela Class, ontem? Sempre seguida de risadas...

E elegemos nossos episódios favoritos. Depois de um tempo, começaram a pipocar no Youtube e assistíamos dezenas de vezes às mesmas cenas, rachando o bico.

Depois de um tempo, os episódios começaram a ser repetidos e deixamos pra lá...

Eis que me lembrei ontem do melhor trecho que vi num Tela Class e resolvi assistir novamente. É tão bom que resolvi compartilhar aqui...

Deixe carregar e diverta-se...

Ah, se quiser procurar outros episódios e saber mais, aqui, ó: (http://pt.wikipedia.org/wiki/Tela_Class) há uma lista completa...Até os títulos me fazem rir...

Mas acho que o melhor mesmo em Tela Class é se perguntar: aonde os caras encontram esses filmes tão toscos? E mais que isso: quem gasta dinheiro pra fazer um filme bisonho desses?

Por fim, sempre tenho dúvida se o episódio com o áudio original não é ainda mais esdrúxulo que o dublado pelos caras do Hermes & Renato.

É isso. O importante é não perder o humor!

quarta-feira, outubro 01, 2008

Musa eterna


Pare tudo o que você está fazendo nesse momento. Escute essa música que tá rolando. O quê? Não tá rolando música nenhuma? Nem na sua cabeça? Aquele refrão da música que ouviu nessa manhã ou no carro agora há pouco não está martelando na sua mente? Duvido!
E aquelas vezes em que você e outra pessoa ocupam o mesmo ambiente, ouvem a mesma música e horas depois se surpreendem cantarolando o mesmo trechinho? Já rolou né? Tenho certeza. Essa é uma das magias da música!

Então, se não está rolando nenhum som aí onde você está agora, abra o Youtube e digite lá o nome de seu artista preferido. Tire uns 3 minutos pra ouvir um som. Você merece!

E hoje, dia primeiro de outubro é o Dia Mundial da Música. Vamos reverenciá-la, afinal ela faz parte de nossas vidas. Mesmo das vidas daqueles que (pensam) nem gostam muito de música!

Já reparou que há canções que te transportam direta e imediatamente para o lugar onde você estava na primeira vez que a ouviu? Tente se lembrar da música que ouviu quando beijou quem ama. Se conseguir lembrar, vá atrás dela e ouça... A magia do momento vai voltar imediatamente. A sensação vai durar menos que os 3 minutos da canção, mas vai ser bem boa. Eu garanto!
É isso! Vamos então ouvir alguma coisa e viva a maravilha que é termos a música em nossas vidas!

Noutro dia li um artigo de uma excelente jornalista - que nem gosta mais desse texto - que dizia: Não há como pensar em um mundo sem música.

Assino embaixo!

terça-feira, setembro 23, 2008

Palavras cruzadas



Gosto de ficar sozinho às vezes. Geralmente penso em muita coisa nessas horas. Ontem li uma frase muito boa sobre isso: "Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia." E pensei nela enquanto caminhava até o metrô nessa manhã, depois de uma longa e boa conversa com uma amiga. Aliás, as reflexões que faço nesse trajeto depois dessas nossas conversas são quase sempre tão boas quanto as próprias conversas.

Eis que pensando no desdobrar do livro adentro o vagão do metrô e me deparo com um sujeito lendo um livro que gostei muito. Imediatamente me lembrei da última frase do livro. E isso é raro, hein? Acho mesmo que é um dos finais mais legais que li. E como se dissesse qual o livro não poderia citar o final, prefiro o contrário:

"Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas defora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco."

Sensacional! E olha que li isso há pelo menos cinco anos... Então comecei a pensar em como essa passagem me marcou e concluí que ela mostra a que grau de degradação pode chegar um porco...

Pois bem. Pensando em como o ser humano se mostra escroto em determinada situação me lembrei de imediato do Ensaio Sobre a Cegueira, do José Saramago, que mostra bem isso... Preciso ver o filme feito pelo Fernando Meirelles com urgência... mas isso é outra história.

Cito aqui o Ensaio porque é o livro que tem dos melhores começos que já li. A idéia era reproduzir aqui o primeiro páragrafo, mas como se trata de Saramago e sua particular pontuação e articulação, vai o trecho:

O disco amarelo iluminou-se. Dois dos automóveis da frente aceleraram antes que o sinal vermelho aparecesse. Na passadeira de peões surgiu o desenho do homem verde. A gente que esperava começou a atravessar a rua pisando as faixas brancas pintadas na capa negra do asfalto, não há nada que menos se pareça com uma zebra, porém assim lhe chamam. Os automobilistas, impacientes, com o pé no pedal da embraiagem, mantinham em tensão os carros,avançando, recuando, como cavalos nervosos que sentissem vir no ar a chibata. Os peões já acabaram de passar, mas o sinal de caminho livre para os carros vai tardar ainda alguns segundos, há quem sustente que esta demora, aparentemente tão insignificante, se a multiplicarmos pelos milhares de semáforos existentes na cidade e pelas mudanças sucessivas das três cores de cada um, é uma das causas mais consideráveis dos engorgitamentos da circulação automóvel, ou engarrafamentos, se quisermos usar o termo corrente.
O sinal verde acendeu-se enfim, bruscamente os carros arrancaram, mas logo se notou que não tinham arrancado todos por igual. O primeiro da fila do meio está parado, deve haver ali um problema mecânico qualquer, o acelerador solto, a alavanca da caixade velocidades que se encravou, ou uma avaria do sistema hidráulico, blocagem dos travões, falha do circuito eléctrico, se é que não se lhe acabou simplesmente a gasolina, não seria a primeira vez que se dava o caso. O novo ajuntamento de peões que está a formar-se nos passeios vê o condutor do automóvel imobilizado a esbracejar por trás do pára-brisas, enquanto os carros atrás dele buzinam frenéticos. Alguns condutores já saltaram para a rua, dispostos a empurrar o automóvel empanado para onde não fique a estorvar o transito, batem furiosamente nos vidros fechados, o homem que está lá dentro vira a cabeça para eles, a um lado, a outro, vê-se que grita qualquer coisa, pelos movimentos da boca percebe-se que repete uma palavra, uma não, duas, assim é realmente, consoante se vai ficar a saber quando alguém, enfim,conseguir abrir uma porta, Estou cego.


É fantástico! Recomendo essa leitura. E como pensei num livro com final DU CARALHO e em outro com começo SENSACIONAL, acabei me lembrando do Machado e entendi finalmente a grandiosidade do homem!

A lembrança não foi à toa. Por ocasião do centenário da morte do escritor tenho lido muito sobre Machado. Aliás, li mais SOBRE o Machado do que li O Machado e definitivamente isso não é um bom sinal...


Um cara que abre uma obra com isso:

Ao verme

Que

Primeiro roeu as frias carnes

Do meu cadáver

Dedico

Como saudosa lembrança

Estas

Memórias Póstumas

E encerra com

Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.


Dispensa comentários, né não?

P.S.: O amigo Valmyr também já citou como abertura predileta a da obra "Memórias Póstumas de Braz Cubas"

Palhaço trapezista


Passou meses pendurado
Com medo de a rede não o aparar
Mas bastou tirarem-lhe a cama
E o palhaço resolveu soltar

segunda-feira, setembro 22, 2008

Presente ideal



Desde garoto fico um pouco nostálgico quando faço aniversário. Sempre fico envergonhado quando as pessoas me dão os "parabéns".
Claro que adoro receber abraços e felicitações dos amigos e parentes, mas sempre fico com vergonha de ter de fazer o outro "se lembrar e ter o trabalho de me parabenizar".

É uma sensação estranha, eu sei. Como disse no post anterior, nesse sábado fiquei mais velho e foi bem legal receber alguns amigos e aparentes que puderam dedicar um tempinho pra aparecer lá em casa.

Nessas horas eu gosto de fazer aniversário, né? Aliás, é mesmo uma bobeira essa sensação. As pessoas te badalando, abrançando e beijando e você ainda se sente "envergonhado"? Que isso..
Sem falar nos presentes, né? Os amigos Bia e Marcelo, por exemplo, me deram um livro Calvin e Haroldo. Adoro ganhar livros (quem não gosta, né?). E gosto de comprá-los também. Entretanto, numa visita à livraria, dificilmente compraria um Calvin e Haroldo. Não que não goste. Pelo contrário. O inventivo garoto e seu intrépido amigo tigre são sempre divertidos e hilários, mas é que o orçamento não permite extravagâncias e sempre há um livro interessante na fila... Você sempre acha melhor gastar com um título "mais sério".

Sendo assim, Calvin e Haroldo é o tipo de livro que se não fosse ganhado dificilmente iria parar na minha estante.

Uma grande bobagem de minha parte. Ainda bem, corrigida pelo casal amigo, que escolheu o presente ideal... E isso se confirmou nas leituras das tirinhas desde sábado...

domingo, setembro 21, 2008

Mesmos hábitos

—Como se sente mais velho?
Perguntou o amigo Hamilton, ontem, dia do aniversário de 32 anos.
—Até me sinto mais velho. Mas não me sinto velho!

Usou o joguinho retórico pra brincar e acabou refletindo a noite inteira sobre isso...
"O que é ser velho?" "E o que é ser mais velho?"

E porque não chegou a conclusão interessante ou plausível, esse astronauta, de fato mais velho desde ontem, resolveu ilustrar o post com foto tirada em uma das últimas missões, num outro momento de reflexão...

quarta-feira, setembro 17, 2008

Nostalgia da modernidade


Revistas costumam comemorar aniversários de décadas com matérias retrospectivas, mostrando o que publicaram ao longo da trajetória. Mas a americana Esquire (essa aqui, ó: http://www.esquire.com/) chegou às bancas comemorando seus 75 anos de existência com uma edição que aponta o futuro. Os caras resolveram mostrar como aparentemente serão as capas e o conteúdo de uma publicação daqui a algum tempo. Em vez de papel e tinta, tecnologia! Já no editorial da publicação o sugestivo título 'O século 21 começou!' Muito interessante!

Não dá pra explicar direito. É melhor assistir ao videozinho aí, encontrado no Blog bacana do Felipe Machado, do Estadão, (esse  aqui ó: http://blog.estadao.com.br/blog/palavra/) e entender! 

O que dá pra perceber é que depois de alguns avanços nós não vamos mais comprar o jornal ou revista. Vamos apenas renovar o conteúdo digital de um suporte parecido com o que aparece no filminho. Veja aí, divirta-se e que venha o futuro, então! Mais dinâmica, menos árvores cortadas, menos lixo nas ruas... 

 

segunda-feira, setembro 15, 2008

The great gig in the sky


Há muito tempo sou um dos que esperam a vinda do Pink Floyd para o Brasil. A história já virou até lenda. Ano após ano surge um boato de que o grupo inglês virá finalmente ao nosso País para um show aguardado por mais 30 anos!
O grupo se separou em 1980 e desde então os fãs brasileiros sonham com uma reunião e uma aparição deles por aqui.
Em 1988, quando a banda - sem o baixista Roger Waters - se reuniu para a turnê "Delicate Sound of Thunder" uma esperança surgiu, mas logo foi apagada. E assim se passaram quase 20 anos e nada de o Floyd se apresentar no Brasil.

Roger Waters esteve aqui com seu 'In the Flesh', aliás, um dos melhores shows que já vi na vida - e olha que não vi poucos shows, hein... Mas ainda assim não era o Floyd. Não era o baterista Nick Mason, concentrado e reto. E nem o charmoso e temperamental tecladista Richard Wright. Muito menos o grande guitarrista David Gilmour empunhando sua linda Fender Stratocaster vermelha com escudo branco. Não era.

Em 2005, praticamente uma gig, como se diz no jargão de músicos, ou seja, uma reunião de músicos sem compromisso, agrupou os caras, com Roger Waters e tudo, para o projeto Live 8.
Apesar da cara visivelmente desconfortável de David Gilmour em dividir o palco com Waters, os comentários começaram a aflorar: o Floyd vai voltar com a formação original! Fogo de palha, que passou, mas ainda deixou os fãs com uma esperança.

Na tarde dessa segunda-feira, quando informei o amigo Sandro - o maior fã de Floyd que conheço! - da morte do tecladista Richard Wright, ele foi categórico, mas ainda assim, com a esperança de um fã: "Que pena! O sonho agora está mais distante."

É assim. Nem a morte de um membro fundador afasta dos fãs a esperança de uma visita do Floyd ao Brasil... Me lembro bem de uma aula de filosofia lá no colégio sobre o conceiro de Morte. Não chegamos a nenhuma conclusão plausível, mas eu aprendi, naquele dia, o significado da palavra inexorável. Quem sabe um show do Floyd por aqui também não seja, digamos, inevitável?

Bom que fosse. Por enquanto, fiquemos com a sensacional "The Great Gig in the Sky", do maravilhoso disco "Dark Side of the Moon". A música é bastante apropriada como homenagem ao tecladista que morreu hoje, aos 65 anos. Além de Richard Wright ser praticamente o solista da música, com seus pianos e teclados, foi exatamente assim que eu o imaginei quando li sobre sua morte: numa grande gig lá no céu...


quinta-feira, setembro 11, 2008

Meninos, eu vi!



Sempre penso nas pessoas que eram jovens ou adultos em épocas de grandes acontecimentos históricos. Deve ter sido sensacional presenciar eventos importantes do século XX, por exemplo. A revolução Russa, o advento do cinema e depois da televisão. Descobertas incríveis da humanidade que mudaram a história pra sempre. Nessas reflexões concluo que raras vezes os observadores da história "em movimento" se dão conta da grandiosidade do fato observado – salvo, claro, aqueles diretamente envolvidos em cada questão.
Bom, sendo de uma geração nascida em meados dos 70, eu tenho poucas lembranças de ter visto nascer coisas REALMENTE importantes para a humanidade. Já falei aqui da espécie de anacronismo que sinto quando considero as coisas que gosto e a época em que nasci. Adoraria, por exemplo, ter sido adulto na década de 80... Tanta coisa legal – o cubo mágico e o hard rock americano, só pra ficar nos mais evidentes – e eu era muito garoto pra curti-las...
Essa sensação de não ver nascer coisas importantes para o mundo tem um pouco a ver com isso.
Mas me orgulho, por exemplo, de ter visto a Internet nascer. Eu faço parte praticamente da primeira geração de usuários – e pude acompanhar o brutal crescimento dessa mídia. Outra coisa legal que vi foi o advento do celular. Sensacional! Mudou mesmo a vida da humanidade. Como disse, não vi a chegada da TV, mas nem ligo. Prefiro a TV de agora, então não penso que tenha perdido muita coisa...
A chegada do homem à Lua sim. Essa eu queria ter visto ao vivo. Deve ter sido mesmo incrível - principalmente para aqueles astronautas, hein? Também presenciei o 11 de setembro, que pensei mesmo ter sido, apesar de trágico, um fato daqueles que mudam a história pra sempre, entretanto, hoje, 11 de setembro, a humanidade parece preferir esquecer esse dia. Nem o New York Times fez referência à data. Olha a capa de hoje: http://www.nytimes.com/indexes/2008/09/11/pageone/scan/index.html

Talvez não seja mesmo uma boa idéia ficar mexendo em feridas, ainda mais essas não totalmente cicatrizadas, como sabemos.

Mas esse não é um post sobre relações internacionais e sim sobre as descobertas e eventos da humanidade que realmente fizeram diferença na história.
E ontem foi o dia de colocar pra funcionar o LHC, o grandioso acelerador de partículas construído entre a França e a Suíça, que deve provocar colisões entre partículas em deslocamento à velocidade da luz e estudar as energias liberadas nessas “trombadas”.
Sou impressionado com a magnitude do projeto: um túnel circular com quase 30 quilômetros e que levou mais de 20 anos pra ser construído. E me excitam os possíveis resultados. A idéia é observar os primeiros “momentos” – microssegundos – após essas colisões, estudar o que pode ser uma simulação do “big bang”, pra descobrir como o universo se comportou nos seus primeiros passos de existência... A busca é pelo chamado Bóson de Higgs, uma partícula inédita e hipotética, de importância inversamente proporcional a isso: ela será a prova do modelo da Física atual. Olha a definição para mortais como nós: http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3son_de_higgs

Desde a primeira vez que li sobre o LHC pensei duas coisas: a primeira é que queria ver isso de perto. Não deu, né? Mas olha o filminho que eu achei mostrando como foram os testes...


A segunda constatação foi que esse LHC poderia abrir um buraco negro que engoliria a própria Terra. Mas aí achei que eu estava mesmo sendo alarmista e paranóico. Ontem, entretanto, fiquei sabendo que esse medo não era uma exclusividade minha. Olha o texto publicado na Folha On Line: www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u443261.shtml

Bom, é isso. O LHC funcionou, partículas colidiram, o bóson de Higgs não pintou, e também não se criou nenhum buraco negro. Mas é assim. No futuro saberemos da importância dessa máquina. O importante é o seguinte: a busca por nossa origem deu ontem um passo gigantesco e eu (e você também) presenciei esse fato.

(Des) agosto se foi...

Finalmente estou de volta a esse espaço do qual me afastei devido às turbulências típicas de agosto. “Mês de cobranças e pagamentos de dívidas” me disse um colega. E ele manja disso... Bom, o importante é que depois da tormenta vem a calmaria. Sempre. E setembro chegou bem... Tirando as variações de temperatura dessa São Paulo, que entre 32 °C durante o dia e 15° à noite praticamente pasteuriza o sangue da gente, tá tudo bem!
É isso. Não é o que diz a canção? “Quando entrar setembro/E a boa nova andar nos campos/Quero ver brotar o perdão...” Ouça aí!

segunda-feira, agosto 18, 2008

Adeus, Caymmi


Nunca estive na Bahia. Pra falar bem a verdade, do Nordeste inteiro, conheço Sergipe, onde estive quando tinha menos de dois anos de idade, e Pernambuco, onde fui a trabalho num rapidíssimo par de dias. Em breve, vou pra Fortaleza, no Ceará, também pra trabalhar.

Mas ainda não conheço a Bahia! E tive saudade da Bahia. Sim! Em todas as vezes que toquei (tentei tocar, é melhor, né?) “Saudade da Bahia”, de Dorival Caymmi, senti mesmo uma pontada de emoção, uma vontade de conhecer o que tanto tinha encantado o compositor.


“Ai, esta saudade dentro do meu peito
Ai, se ter saudade é ter algum defeito
Eu pelo menos, mereço o direito
De ter alguém com quem eu possa me confessar”]

Bonito, né? E esse ó:

“Vejam que situação
E vejam como sofre um pobre coração
Pobre de quem acretida
Na glória e no dinheiro para ser feliz”

Já nem tem nada a ver com a Bahia, mas é uma verdade inspiradora... Pois é. Caymmi se foi. Aos 94 anos resolveu descansar de vez, não mais à moda baiana, na rede... Nossa, deu saudade da Bahia...

Gosto mesmo dessa música. E de outra meia-dúzia por ele composta. Lembro-me de aos 13 anos, numa viagem à praia com um amigo da escola, o Pantcho, de dizer a ele, enquanto estávamos lá no fundo onde nem dava pé, que aquilo me lembrava Dorival Caymmi. Ele perguntou qual a música...


“É doce morrer no mar” cantarolei. E ele respondeu, saindo de braçada para o raso, “Sai fora, Heverton!”


Não era morbidez... Era a imagem fotográfica que o vozeirão grave de Caymmi estampara na minha mente com sua canção. E com seu violão particular. Acordes dissonates que soavam com não fossem... O baiano conhecia do assunto


Também nunca gostei de maquiagem em excesso. No começo dos anos 80, tinha uns cinco anos de idade e morava num quintal no qual havia cinco casas. Numa delas moravam vizinhas - baianas, eu bem me lembro - que apesar de atributos que atraiam vários namorados - eu também me lembro bem - adoravam se empetecar em demasia. Eu achava estranho. Bem estranho. Ficava assustado. E associei pra sempre maquilagem gritante a essas vizinhas.


“Não pinte esse rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só meu
Marina, você já é bonita
Com o que deus lhe deu”

E quando ouvi Caymmi os versos acima, entendi perfeitamente o que ele sentia. Anexei aos "Favoritos". Aprendi a tocá-la no violão e sempre que estou brincando de MPB passo pela "Marina" com entusiasmo.

No final, peguei um gosto especial pela canção, quase certo pelo trecho:


“Eu já desculpei muita coisa
Você não arranjava outra igual
Desculpe, marina, morena
Mas eu tô de mal”


O ‘de mal’ do final é tão nordestino, que me lembrava mesmo minha infância, com minhas vizinhas maquiadas e meus tios e tias recém-chegados de lá. ‘Nossa, essa frase é bem baiana’, pensei logo que ouvi.


E sempre que posso paro pra dar uma ouvidinha nos versos de Caymmi. Quando soube de sua morte imediatamente pensei na Marina e em seguida tive saudade da Bahia!

sexta-feira, agosto 15, 2008

Solos e solos

Se você abriu o blog agora, no final de semana, vai dar de cara com esse vídeo aqui do Paralamas.
Bom, ele está aqui simplesmente porque estou ouvindo no carro o CD Vamo batê lata - bom pra caralho - e me lembrei de quanto gosto do solo de "Lanterna dos afogados". É um dos mais bonitos que já ouvi na vida e sem dúvida um dos melhores da guitarra nacional!

Curta o Paralamas e se não quiser ouvir a música inteira, deixe carregar e pule para o frame 3:20, é quando começa o referido solo... E a Paula Toller chegou a dizer que os solos de guitarra do cara não iam conquistá-la, hein?

Falando em solos de guitarra, você também vai reparar que logo abaixo aparece o mestre Satriani com sua mais famosa música, "Always with you, always with me". Outra aula sobre a arte e o prazer de tocar esse instrumento que, já deu pra perceber, eu tanto gosto!

Mas não é muita coisa dois posts com solo de guitarra seguidos? Também acho! Mas se você leu o post sobre o problema com as cores no blog e viu que o azul berrante sumiu definitivamente, entendeu que o tal servidor do Blog resolveu se acertar comigo, né?

Pois é. Ele também resolveu botar no ar esse post do Satch, que foi feito há semanas e por algum motivo que só o nosso amigo servidor conhece não entrou no ar.

As cores estão certas agora. Adoro o Satriani e o Paralamas do Sucesso. Então, posso dizer que realmente não tenho do que reclamar! Divirta-se...



Joe Satriani - Always With Me, Always With You (Live)

Lado negro da força


Os poucos freqüentadores assíduos desse blog já devem ter notado a salada de cores que a página de abertura virou... Por um problema técnico, as lista de posts anteriores e de blogs vizinhos aparecem em letra 'azulejantemente' gritante! Um horror, eu sei! E já tentei de tudo. HTML – conheço bem pouco, mas a ferramenta é bem pra chimpanzé mesmo – mudança de tipo de Esquema do blog... Tudo que se possa imaginar. Na verdade, consegui melhorias. Quem clica em qualquer post antigo vê as novas cores, (bem) mais amenas e tals... Mas na maldita página principal, só o azul berrante – passa perto de exuberante, mas não é. Nem um pouco...
A solução teria de ser mesmo radical. Um blog com fundo branco ou cinza agrediria muito menos a vista do visitante...se é que ele vem mesmo...
Mas a opção pelo fundo preto não é meramente estética. Quem conhece o Blackle, versão negra da ferramenta de pesquisas mais usada no universo, o Google, sabe! Telas pretas economizam energia. A explicação requer pesquisa mais apurada... Por hora, basta dizer que pra exibir uma tela branca o monitor do seu computador gasta MUITO mais energia do que pra mostrar uma tela preta... A minha ferramenta de busca no Favoritos é o Blackle, já há um bom tempo. Quem quiser tentar a sorte, é aqui ó: www.blackle.com/
É quase igual, mas quando você procura resultados 'no mundo'. Para páginas em português a coisa complica... Mas o pouco que você economizar já é válido, né não?
Há outras opções nesse sentido. O meu wallpaper, mesmo, já foi removido. Uso a opção “NENHUM”. E onde escolho a cor do tal ‘nenhum’ optei pelo preto. Há nisso também um gosto pela cor. Adoro preto...
Bom, tudo isso pra explicar o seguinte: agora, tento um azul marinho – meio tosco também, eu sei – e vou deixar uns dias pra ver o que acontece com o “azulberrante” das listas laterais.
De qualquer forma, se você passar por aqui numa outra ocasião e encontrar o blog com fundo branco, não se assuste. Você não terá entrado no endereço errado. Será apenas o indício de que a minha paciência perdeu a briga em tentar acertar essas cores.
Por outro lado, se vir uma tela com fundo preto, você terá três certezas: eu venci essa “pequena guerra” contra um sistema em fase de testes; você está no endereço certo e por fim: eu estou economizando a energia que posso!
Ah, só pra lembrar, quando deixar sua mesa pra fazer qualquer coisa por aí, desligue o monitor... É só questão de hábito.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Ela viu o mar



Foi na semana passada. Uma imagem de emocionar. A pequena Sofia conheceu o mar e ficou perplexa. Uma contemplação sigilosa. Silenciosa. Concentrada, até. Estávamos em Ilhabela, na casa gentilmente cedida pelo amigo Hamilton - ele já apareceu aqui e vai aparecer mais vezes...

Foi um final de semana relaxante. Até sem sol, foi revigorante. A tranquilidade e a distância da grande metrópole me fizeram muito bem, mas o melhor momento foi mesmo o grande encontro.

Sempre fui fascinado pelo mar e seu tamanho. E fiquei comovido em ver a primeira impressão da Sofia diante daquela imensidão.

Antônio Calado usou em seu Quarup a metáfora de que o índio é um homem em branco, como um livro, a ser escrito. Imaginei na hora a mente da pequena Sofia absorvendo aquela informação visual pela primeira vez.

A carinha séria me faz pensar que foi um processo de bastante surpresa e emoção. Ela nunca fica tanto tempo parada diante de algo... Está sempre se mexendo e geralmente rindo – aliás, com um sorriso lindo.

Isso vai ficar pra sempre com ela. Tenho certeza. Estive em Sergipe, terra de minha mãe, quando era bem criança. Menos de dois anos de idade. Não lembro de nada, a não ser do vestido amarelo de detalhes que minha tia vestia - era a mesma estampa da malinha mágica do gato Félix, que eu adorava - e do mar. Uma onda, na verdade...mas me lembro, e olha que faz muito tempo.

Tenho certeza de que a Sofia vai carregar aquele instante na memória. E eu também. Foi mesmo mágico. O mar conheceu a Sofia e ela o contemplou. Eu estava lá. Vi o mar como nunca o tinha visto antes. E conheci uma Sofia que ainda não conhecia.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Centenário da imigração



Então, o cara aí em cima é o Eddie Van Halen, guitarrista da banda que leva seu sobrenome. O primeiro disco da banda saiu em 1978 e botou pra quebrar. Pelo anacronismo que já citei lá no post do Watchmen, eu só tinha dois anos de idade e não pude ouvir :(, mas imagino o que aconteceu com quem ouvia rock nesse ano e se deparou com o esse disco.
A história da guitarra é dividida em antes e depois dele, só pra começar a conversa...
Eddie mostrou ao mundo uma nova linguagem para o instrumento, algo só visto quase 20 anos antes, com Jimmi Hendrix.
Alavancadas, harmônicos, riffs de cordas soltas, os tappings (mão direita batendo no braço da guitarra) e as passagens ultra-rápidas, batizadas pela imprensa especializada da época como “shredding guitar”. Olha aqui a definição: http://en.wikipedia.org/wiki/Shred_guitar
Se você está se perguntando por que eu tô falando tudo isso, pra que te importa saber o que é shred, e o que isso tem a ver com o título do post, eu também não sei.
Mas hoje, aqui na redação, o amigo Walter estava assistindo a um vídeo de dois japoneses malucos que arrasam num tradicional instrumento japonês. Os caras tocam de uma maneira bem diferente, que deve fazer arrepiar os cabelos dos orientais mais tradicionais. Eles até gravaram as trilhas para um jogo de Nintendo Wii.
Eis que chego perto do Waltão e pergunto: “Cara o que é isso que você está vendo?”
A resposta, curta e grossa, inspirou um post: “São os shreds do okotô!”
Sensacional!

quarta-feira, agosto 06, 2008

Soneto



Li há pouco na net que o The Verve resolveu voltar depois de 10 anos.


Caramba, faz tudo isso que os caras saíram da ativa? Estou surpreso! Ainda outro dia ouvia algumas boas canções desses ingleses e pensava que a banda tinha acabado havia cerca de três ou quatro anos no máximo. Pois é.


A supresa me fez pensar na música dos anos 90. Agora, vista daqui dos anos 2000 – quase fim deles –, até que foi bem boa. Na época, não parecia tão legal ou importante. Quando surgiu o Radiohead, por exemplo, não dei a menor atenção. Estava mais ligado nos rocks dos anos 70 e nas MPBs de Caetano e afins – alguém pensou em Kleber Albuquerque?


De qualquer forma, o The Verve, aclamado à época como a grande maravilha pós-moderna da música rock até que agradava. “Bitter Sweet Symphony”, já do terceiro disco (1997), é uma boa música, muito embora o nome seja melhor ainda, e a participação dos Stones Jagger e Richards, em sample, dê aquela abrilhantada...

Mas a minha predileta desse disco – e dessa banda – sempre foi Sonnet. Ela mostra toda a tristeza e delicadeza do cérebro Richard Ashcroft, guitarrista, vocalista e líder do Verve. No final, nem no seu aclamado disco-solo ele conseguiu expor tão bem os seu interior...

A música está aí no vídeo “gentilmente” cedido pelo Youtube. O mais legal é que essa faixa me faz pensar no nome da banda, mas em português, mesmo.


O Houaiss explica:

Acepções
substantivo feminino
1 entusiasmo e inspiração que animam a criação e o desempenho do artista, do orador, do poeta

O curioso é que em dicionários de inglês, a palavra está mais relacionada com vivacidade. Olha o Michaelis:

n 1 verve, entusiasmo, arroubo. 2 vivacidade. 3 energia.

Há de se concordar que em português o nome faz mais sentido. Ou não, como diria o outro – vocês sabem quem...

Clique no vídeo porque Sonnet é mesmo uma boa música. E foi pra isso que esse post foi feito!


terça-feira, agosto 05, 2008

Parabéns, pai!


Hoje é aniversário do Cidão! Um cara muito importante na minha vida, sabia? O primeiro e único herói que tive - nossa, preciso assistir ao Batman...

Mas herói de carne e osso, mesmo, só o Cidão! Ele está fazendo 56 anos e me dei conta que o tempo realmente passa. E rápido. Ele já tem um filho de 31 anos... Mas ainda é - sempre será - "O" cara. Centrado, calmo, inteligente, desencanado e curioso.

Tenho certeza que vem dele essa inquietação em descobrir e aprender, que acabou me levando para o jornalismo. Até lembro de um dia em que eu era bem novo, ainda no ginásio, e disse a ele que queria ser escritor. "Então, você tem de ser jornalista, filho". Olha, escritor não virei, pelo menos por enquanto, mas vá dá conselho bom assim lá longe.

Virei jornalista, amo a profissão e apesar dos pesares sou bem feliz com ela. Conselho do papai!

Adoro quando vejo nos olhos dele um certo orgulho por ter um filho jornalista, com curso superior. "Formado", como ele disse emocionado no dia que concluí a universidade. "Parabéns, filho. Sei que você lutou muito por isso e estou orgulhoso." Mal sabia que o culpado era ele, que me incentivou desde sempre...

Quem já viu um pai dar pra um filho de 10 anos um livro com o nome de "O rei dos paus"? E dizer: "Leia que é bem legal. E depois veja esse aqui, ó", apontando "As sandálias do pescador" - esse era bem melhor!.

À noite, chegava do trabalho e sempre perguntava: "Leu hoje?" E eu ficava me perguntando por que ele queria que eu lesse uma história onde garotos ficavam medindo os tamanhos de seus pênis... Depois vi que na verdade, pra ele, o que importava era que eu lesse. Qualquer coisa...

E a imersão na política? Aprendi quem era Franco Montoro e quem era Maluf - com tudo o que essa frase traz implícito - desde muito cedo!

Deu um duro danado pra montar a coleção Conhecer Universal, tudo pra mim. Em tempos sem internet, essas enciclopédias eram mesmo uma mão na roda e eu aprendi um bocado de coisa por ali.

Mais tarde, me presenteou com a assinatura de uma revista que chegava ao mundo: "Superinteressante". A capa com o holograma do cavalo marinho ainda brilha em minhas lembranças.

É isso. Um grande cara. Eu sei. E sei que quem o conhece também sabe. Agora que é avô - de duas netinhas lindas - está melhor ainda. É só sorriso...

Aliás, gosto bastante quando ele pega minha filha no colo. Eu não me lembro de quando ele me segurava assim, mas tenho certeza que era com o mesmo cuidado e o mesmo amor. Posso até sentir na hora...

Um grande cara, que me ensina a cada encontro algo novo sobre a vida!

Parabéns paizão! Muitos anos de vida e obrigado por tudo!

Te amo!