quarta-feira, julho 29, 2009

Direto das comemorações

Não passo aqui há tempos, porque as comemorações do pequeno passo dado há 40 anos ainda estão tomando meu tempo, mas prometo post novo pra breve!

Por enquanto, uma imagem pra todos saberem por onde tenho andado...

quinta-feira, julho 16, 2009

humor com técnica



Então, o cara aí em cima é Paul Gilbert, um de meus guitarristas prediletos.

O cara mescla a dose ideal de fritação - leia-se exibicionismo - com qualidade musical. Um compositor de mão cheia, fã de Beatles e ao mesmo tempo moderno, tanto em suas canções como nos temas instrumentais bastante complexos.

A palhetada dele é fantástica. Rápida, limpa, digna de um autêntico Shred - para entender o termo, leia aqui ó: http://pt.wikipedia.org/wiki/Shred

Paul Gilbert tem vários diferenciais em relação aos guitarristas de sua geração, mas talvez o seu bom humor seja o maior deles... Dá uma olhada na videoaula aí embaixo... hahahaha...

Nice, Paul!



Ou um pouco mais sério...

quarta-feira, julho 08, 2009

Lunch ou net...



Há tempos sem postar, estou devendo - pra mim mesmo, é bom que se diga - várias reflexões.

Véspera de feriado, bastante trabalho a ser feito. Hoje, depois das 18 horas, tinha de me transformar de jornalista de motocross em jornalista musical - o editor da GP tá na bota...

Eis que na procrua de uma cabine para a troca de roupa eu resolvo fazer uma visita ao amigo Alê, em seu mais novo investimento: um cibercafé.

Caralho! Estou supreso e feliz. Muito feliz. Primeiro, com o sucesso do brother - parabéns, Alê! A gente sabe que você merece. O segundo motivo da minha supresa e felicidade é que o lugar é mesmo muito bacana! Muito mesmo.

Bem ajeitado, caprichado, aconchegante, bonito. Pra resumir numa palavra que ele sabe bem o que significa pra mim: estiloso!

Esse post está sendo feito com o notebook no wireless do EcoGaudí - esse é o nome do lugar e se você é de São Paulo ou vai passar por aqui em breve, anote aí. Mais que isso, dê uma passadinha - o endereço eu passo pra quem quiser. Se você vai usar a net ou tomar um café não importa. Vai ser muitíssimo bem atendido, num lugar muito bacana!

Eu recomendo!

sexta-feira, junho 26, 2009

O fim de uma era




Penso que almas inquietas só encontram a paz na arte ou na morte.
Há tempos, o velho Michael não encontrava paz em sua arte.

Espero que a tenha encontrado na morte.

Pois é. Lembro que era um sábado à tarde, de 1983. Eu tinha 7 anos e fiquei encantado com aquele videoclipe cheio de caras com jaquetas de couro e canivetes. Gangues de verdade travando uma briga na madrugada. Eis que surgia um sujeito com a jaqueta mais legal de todas, cantando e dançando ao som de um guitarra pesada. Eu achei sensacional!

Dias depois, aquilo era uma verdadeira moda. Nas ruas, pessoas usavam jaquetas que imitavam as do videoclipe. Nos programas de calouros, os imitadores só queria dançar como o sujeito da jaqueta vermelha. O nome dele era Michael Jackson. E a música era Beat it.

No auge da febre, eu com 7 anos, me lembro de minha mãe dizendo pro meu pai: "Meu Deus, esse cara acho que é mais famoso do que os Beatles, né?"

E eu então perguntei: "Pai, o que é Beatles?" Foi assim que fiquei sabendo da existência do quarteto de Liverpool e só bem mais tarde fui ter contato com a música deles.

Também foi bem mais tarde que eu fui descobrir que aquele som que me encatava em Beat it era de guitarra. E ainda mais tarde, descobri que aquela guitarra era tocada por um cara chamado Eddie Van Halen.

Se você acha exagero as pessoas dizerem que Michael Jackson mudou o mundo da música, eu posso afirmar que não! Só na vida ele foi o responsável por eu saber o que era Beatles, o que era guitarra e o que era ser um astro de verdade! Pô, isso é muita coisa!

Descanse em paz, Michael! A música e cultura pop devem muito a você!

terça-feira, junho 23, 2009

Podcast






Você também pode baixar esse podcast aqui

quarta-feira, junho 17, 2009

Será?

Será que eles chegaram? Ou vieram me buscar?

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3830387-EI8139,00.html


hum...

Só de pensar em voltar pra casa, me dá uma 'coisa' na barriga...

quinta-feira, junho 11, 2009

She is back





Ainda me lembro. Era 1995, eu tinha de 17 para 18 anos, começava a dar o meus primeiros passos em informática. As palavras internet e web eram a febre do momento.
Na minha cabeça elas ainda ocupavam espaço pequeno, ao lado da Julia Roberts, lindíssima, raínha absoluta nos banhos em homenagem a Onam daquela época. Também pensava bastante em coisas como guitarra, literatura e música. Nossa! Agora me dei conta de como as coisas mudaram nesses últimos 14 anos... Ahahaha

Mas voltando ao escurinho do cinema, enquanto aguardava o filme - acho que era Casino ou A Balada do Pistoleiro - vi um trailer, com aquela voz sussurante que dá na gente uma vontade indescritível de assistir ao filme, sabe? Então, era o trailer de A Rede, com Sandra Bullock, dizia a rouca voz, com ênfase, enquanto o rosto lindo da atriz e seu corte de cabelo me impressionavam.

Sandra Bullock? Um nome tão bonito quando o rosto bem delineado, com o corte de cabelo bem moderno para aquele ano...

Pausa. Silêncio mental.

Julia Roberts sai de cena. Entra Sandra Bullock. Deslumbrante, simpática, sorriso maroto. Linda.

Virei fã da mulher. Assisti a muitos filmes com ela. Desde as comédias românticas bobinhas como "Enquanto você dormia" até "Miss Simpatia" - uma porcaria de marca maior salva pela estrela de iluminada de Sandra. Nos últimos tempos gostei muito de "Crash" e de "A casa do lago". Tá bom, eu assumo, gostei de todos e estava com saudades de ver minha musa nas telonas!

Mas ela voltou. Ao lado de Ryan Reynolds - ele até que manda bem nessas comédinhas românticas e "Apenas amigos" vale uma tarde de pipoca e coca-cola. Os dois estão em "A proposta", que vou esperar ansioso, pra daqui um mês encontrar minha eternamusa.

Olá Sandra, há quanto tempo, hein? Prazer em revê-la...

terça-feira, junho 09, 2009

Breve história do mundo


Era como um sonho. Um lugar estranho. Não sabia exatamente onde estava. Só lembro de olhar em frente e ver o velho Eistein sentado numa pilha de livros com cara triste. Mas exalando sapiência. Ao seu lado estava Shirley Temple, ainda menina, antes de receber sua miniestatueta do Oscar e ainda bem distante de sua luta inspiradora contra o câncer de mama. Ao lado deles, Leon Toltoi e embaixo da mesa, a cabeça de Lewis Carroll... Era muito estranho. Todas as pessoas importantes para a humaninadade estavam lá! Até Platão, que diga-se de passagem, trocava idéias com Pelé – novinho, do tempo em que fazia gols calado – e com o Bill Gates. Perto deles, o Lenin com braços erguidos e seu sonho deturpado de socialismo... Ele talvez não imaginasse o sofrimento que o seu autoritarismo causaria ao seus pares. Era incrível. Sadan Hussein, Elvis Presley, Ariel Sharon, Michale Jordan, estavam todos lá, se divertindo e evidenciando o quanto o homem mudou o planeta.

E em cada rosto que olhava eu via a possibilidade de conhecer melhor a biografia daquela pessoa. Bastava passar o mouse em cima e clicar. Mas era estranho. Acordei de repente e me lembro de um cara tirando uma foto do momento. Ele me disse que hospedaria a tal imagem nesse link ó:

http://cliptank.com/PeopleofInfluencePainting.htm



sexta-feira, junho 05, 2009

Encontros e desencontros


Sabe quando você já intui que vai gostar de um livro só pelo título ou pelo autor? Pois foi isso o que aconteceu quando ouvi pela primeira vez o nome de Milton Hatoum. O premiado autor amazonense surgiu há mais de um ano numa conversa com uma amiga jornalista e conterrânea de Hatoum. Na época, dei uma pesquisada nos trabalhos do escritor e só confirmei a certeza de que ia gostar dos livros dele.

A fila imensa de leituras só me permitiu ter contato com Dois Irmãos - segundo livro do autor - agora. E como eu tinha previsto: arrebatador! Outros entraram na fila, mas assim que possível vou ler "Relato de um certo oriente", o primeiro do manauara, escrito 10 anos antes de Dois Irmãos.

Arquiteto de formação, professor de literatura francesa em Manaus e de literatura portuguesa na Califórnia, no EUA, Milton tem credenciais que instigam qualquer fã de literatura.

Em Dois irmãos apresenta um estilo invejável e revela certa garimpagem na escolha das palavras. Um livro muito interessante, que prende o leitor como só grandes nomes da literatura sabem fazer.

Ainda ontem, li uma entrevista de Luis Fernando Verissimo, na qual o autor admitia não ser 'preso' às regras gramática. Mais que isso, assumia não dominar o assunto e que 'não sabe utilizar corretamente o verbo haver'. A tarefa realmente não é fácil e esse mea culpa de um nome tão significativo na literatura portuguesa evidencia isso.

Pois bem, entre as qualidades de Hatoum que me chamaram atenção ao término de Dois Irmãos está justamente o domínio da língua. A escolha perfeita de palavras para a construção de cenas memoráveis, com maestria.

E às vezes parece até esnobe, quando usa, por exemplo, o famigerado verbo haver de maneira divina. Olha o trecho:

" (...) Muitos objetos estavam destroçados. Haviam sobrado o pequeno altar, o narguilé e a cirstaleira. Havia pedações de espelho e moldura sobre o o sofá cinzento. (...)"

Estive em Manaus recentemente, numa viagem estilo 'mochila nas costas e vamos conhecer um lugar diferente'. Gostei muito da cidade e da 'viagem para me encontrar'. Um estilo de vida totalmente diferente da Sampa onde vivo, que me mostrou (nais) sobre as diferenças e as aceitações. Fiquei devendo um post sobre a viagem, mas não deu tempo. Posso fazê-lo qualquer hora...

Mas citei esse passeio porque na volta, no aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, conheci o Milton Hatoum. Pegamos o mesmo vôo para São Paulo. Na ocasião ainda não tinha lido nenhum romance dele. Dois Irmãos estava na fila, mas eu já tinha passado a vista numa série de crônicas - ele escreve no Estadão (indisponível) e no Terra (aqui ó: http://terramagazine.terra.com.br/ultimas/0,,EI6619-SUM,00.html)

O papo foi rápido, mas bem bom. Simpático e disposto, me tratou superbem e ainda adiantou sobre o lançamento do novo trabalho (já está nas livrarias com o nome de "A cidade ilhada").

Foi um incentivo a mais para ler o livro, que indico para qualquer pessoa. Até àquelas que torcem o nariz para escritores brasileiros e para autores 'não-clássicos'. É memorável e inspirador.

Pretendo ler os outros trabalhos de Milton e num próximo encontro terei mais assunto. Aliás, os e-mails que trocamos depois da conversa no aeroporto tiveram o singelo título de "Encontros e desencontros". Tudo a ver com o tema de Dois Irmãos...

quinta-feira, maio 28, 2009

Mentiras sinceras




No último final de semana estive num Sesc assistindo a mais um show de Kleber Albuquerque, cantor e compositor que eu admiro muito. Na verdade, acompanho o trabalho do cara há muito tempo. Desde 1994, quando ouvi pela primeira vez uma música dele na 'falecida' rádio Musical FM.

De lá pra cá muita água rolou e o cara já gravou vários CDs, um melhor do que o outro. As letras tocantes, interpretações viscerais e muita criatividade. Na linha de Zeca Baleiro, Lenine, Chico César e Moska. Aliás, acho o Kleber tão bom quanto - ou melhor - do que estes caras, mas a carreira dele simplesmente não decola. Mazelas do cenário musical brasileiro...

Ainda assim, ele tem fãs fiéis, vários, e sou um deles. Vou em quase todos os shows. Já virou piada entre os amigos: "Você é assessor do Kleber nas horas vagas?"

Pois bem. O show nesse final de semana, porém, era bem diferente: "Mentiras sinceras", uma homenagem a Cazuza. O projeto conta ainda com Luiz Gayoto e Stevan Sinkovitz, parceiros de Kleber.

Na adolescência eu ouvi muito Legião Urbana. As letras do Renato Russo me mostraram muita coisa nessa vida.

Gostava de Barão e depois do Cazuza, mas só parei pra prestar atenção nas letras do carioca quando ouvi "O tempo não pára" - naquele tempo tinha acento!

Lembro do próprio Renato Russo falando num show: "Sou um cantor numa banda de rock e alguns dizem que sou poeta. Eu vou falar de um carinha. Ele é do signo de áries. Ele gosta da Janis Joplin e dos Rolling Stones. Ele se chama Cazuza. E eu digo: ele é poeta"

Escolhi a verdade como ideologia de vida. Às vezes - quase sempre - não querem ouvi-la, mas como prefiro que usem comigo a verdade e somente a verdade, é isso que uso com os outros.

É uma espécie de ideologia. Entre outras.

E aqui o Cazuza teve papel importante na minha formação. Foi ele que me colocou na cabeça que eu precisava de - pelo menos - "uma" pra viver... Ah, ele também falou em "mentiras sinceras me interessam" e isso me deixava eufórico. "Que tirada inteligente", eu pensava...

Também lembro de ficar fascinado em ouvir de um cara que sabia que ia morrer, doente em fase avançada: "eu vi a cara da morte e ela estava viva".

Ele sabia mesmo o que tava fazendo.

Assista à aversão de "Eu queria ter uma bomba" feita para o projeto e me diz aí, o Cazuza manjava ou não da arte de fazer música?

terça-feira, maio 26, 2009

Lógicas e probabilidades


Há uns meses, lendo uma orelha de livro descobri que Lewis Carroll, o autor de Alice no País das Maravilhas, não era propriamente um romancista. O inglês era, na verdade, um matemático e nem tinha esse nome. Charles Lutwidge Dodgson usou o pseudônimo para publicar livros infantis! Quem diria, amante da lógica e da probabilidade, não previu que ficaria famoso e entraria para a história a reboque de sua 'criação'. O pseudônimo, é claro.

Bem, noutro dia uma amiga da faculdade me ofereceu uma versão de Alice no País das Maravilas, com tradução de Monteiro Lobato. Mesmo conhecendo a história, resolvi ler. Tinha interesse na versão do nosso nobre escritor para as palavras de Carroll.

De cara, constatei que Lobato escolheu muito bem essas palavras. Seguindo na leitura, me impressionei com o livro. Uma história curta e infantil, mas ao mesmo tempo intrigante e adulta.

Várias passagens com cara de 'normais' ou 'simples', mas que poem o leitor a pensar...

Alice, lá pelas tantas, reencontra o gato e pergunta:

"Seu gato, pode me dizer que caminho devo seguir?"

Então o gato responde:

"Isso depende de pra onde você quer ir"

E ela:

"Ah, não quero ir a nenhum lugar específico"

Ao que o gato diz:

"Então, qualquer caminho lhe serve"


Matemática pura! Lógica!

Pois é. A leitura foi muito boa e recomendo. Principalmente porque é bem rápida.

Há outras tantas passagem que nos fazem pensar, sempre mostrando que mesmo por trás da maior inocência pode haver algo mais. Para olhos que queiram enxergar...

segunda-feira, maio 25, 2009

À procura do timbre perfeito...


Pedais viram verdadeira mania entre guitarristas. Você sempre adquire um muito legal e depois de um tempo descobre que quer outro.

Atire a primeira palheta o guitarrista que estiver contente com seus timbres e não quer um pedal a mais no seu set up.

Daí você ouve Van Halen e seu som "achocolatado", depois escuta um Brian May, com aquilo que ele chama de guitarra, tirando um som cristalino e oprimido. Pronto! Já precisa de duas distorções diferentes. Se cair pro terreno de Adrian Belew e seus barulhinhos estranhos ou o Mattias Ia do Freak Kitchen, então...


Pois é... Espero um dia poder ter uma cadeia como a do camarada da foto aí. Bacana, né?

sexta-feira, maio 22, 2009

Homenagem




A música brasileira perdeu nessa madrugada Zé Rodrix. eu já gostava muito de "Sobradinho" e de "Roque Santeiro", da dupla Sá & Guarabyra, quando descobri que o Zé tinha feito parte da primeira formação, como trio: Sá, Rodrix & Guarabyra. Dele, eu só conhecia a "Casa no campo", pela voz da Elis Regina, mas fui procurar alguma coisa do trio.

Consegui um vinil com sucessos do trio, que ouvi por bastante tempo. Graças ao trabalho de garimpo do Chales Gavin, hoje tenho o álbum em CD.

"O blues da riviera", "Os anos 60", "Primeira canção da estrada", músicas que pertecem à trilha sonora da minha adolescência 'quase hippie'. Qual o adolescente que resiste a isso:

Primeira Canção da Estrada
(Sá, Rodrix & Guarabyra)

Apesar das minhas roupas rasgadas
Eu acredito que vá conseguir
Uma carona que me leve pelo menos à cidade mais próxima
Onde ninguém vai me olhar de frente

Quando eu tocar na velha guitarra as canções que eu conheço
Eu tinha apenas dezessete anos
No dia em que saí de casa
E não fazem mais de quatro semanas que eu estou na estrada

Mas encontrei tantas pessoas tristes desaprendendo como conversar
Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo
Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo
Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo

Diz aí? Era como se o Zé falasse diretamente comigo...

Aí conheci a "Mestre Jonas". Minha predileta até hoje!

Além de poética, o teclado inspirado em "Sylvia", do Focus, me encantou desde a primeira audição. E faz muuuuuuuuito tempo. Até já disse que se tivesse um filho homem botaria o nome Jonas, muito devido a essa música.

Depois que conheci o som do trio, conclui que a dupla Sá & Guarabyra era bem legal, mas que o toque de genialidade vinha mesmo do Zé Rodrix. As músicas eram bem mais 'completas'.

Bom, o Zé foi encontrar com o Jonas. Vá com Deus.





Casa no campo
(Zé Rodrix)

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais



terça-feira, maio 19, 2009

Escolhas e cores




Foi ontem. Em ritmo de fechamento, cheguei no conforto do lar 1h30 da madrugada... E com fome. Muita fome, pra variar. O jeito foi apelar pro microondas: arroz, feijão e linguiça - já devidamente sem o trema. Então, enquanto o rango esquentava, eu resolvi dar aquela zapeada básica de controle remoto, sabe? Pois é. Na Globo, um Jô Soares - irritante nos últimos tempos - me afugentou para o VH1, que passava um clipe de hip hop... Putz! Tentei a Cultura e não rolou... Pra voltar pra Globo passei pelo SBT e me deparei com uma daquelas pérolas que colocam pra pensar a mídia, mesmo você estando com fome e sendo madrugada. Era assim, a gostosa Helen Ganzaroli e um sujeito 'X' convidando o telespectador a participar de charadas por telefone, já viu, né? Aí a boasuda diz para seu coadjuvante: "É muito fácil, qualquer um pode ganhar. Olha um exemplo de pergunta: cobra é um animal que tem pernas?"
Tive um acesso de riso. Quase acordo minha filha, e fui salvo pelo bip do microondas, me avisando que era hora e pegar o rango. Coloquei na Globo novamente, para jantar em companhia de Jô Soares - na falta de coisa melhor.
Eis que novamente sou surpreendido por outro daqueles fatos que nos fazem pensar a eficácia da televisão. O Jô acabou e começou o Intercine. Pra minha alegria, os telespectadores da sexta-feira tinham escolhido para a madrugada de segunda-feira o filme brasileiro Filhas do Vento.
Eu nunca tinha ouvido falar desse longa, mas simplesmente adorei!

O filme usa uma família negra e pobre do interior de Minas Gerais para discutir questões como racismo, relacionamentos familiares e principalmente as escolhas que cada pessoa faz para sua vida.

Muito poético em seu texto e na fotografia e com posicionamento de câmera bastante interessante. Enfim, não tem nada ruim no filme. Nada! Acabei ficando até o final, 3h da madrugada, sem nenhum peso na consciência com o horário da faculdade no outro dia, porque o filme realmente é muito bacana.

Nos créditos ainda tive a surpresa de saber que o roteiro - um dos pontos mais altos do filme - é de Di Moretti, um roteirista amigo do amigo Hamilton e com o qual ainda não fiz o curso de roteiro por falta de tempo e verba.

Filhas do Vento foi o incentivo que faltava para juntar a grana e arranjar o tempo. Eu recomendo.

quarta-feira, maio 13, 2009

Corpo fechado 2


Ontem, no final do expediente, recebi um telefone do amigo Marcelo me convidando para ir andar no Parque do Ibirapuera. Bom, o papo com esse amigo é sempre muuuuuuuuuuito bom, mas tive de recusar porque a patroa tinha ligado minutos antes, convidando – leia-se intimando – a jantar em casa. A intimação, digo, convite, foi acompanhado de uma inteligente propaganda sobre os já conhecidos dotes culinários da senhora do lar. Sendo assim, recusei o convite do amigo Marcelo.

Eis que hoje, assim que abro os portais noticiosos dou de cara com a notícia que ontem à noite um carro desgovernada caiu no lago do Parque do Ibirapuera e no caminho simplemente atropelou um motoboy e uma moça que praticava exercícios...

Ainda bem que o cumpadre Marcelo está bem. Diante do fato, chamo o camarada no MSN e falamos do assunto, lá pelas tantas, sai a pérola:


Eu: “Cara, fiquei pensando na história do Ibirapuera. Que absurdo. Cê viu de onde a mina desceu?”


Ele: “Vi. De perto do monumento do Cabral. Logo depois do farol da Assembléia”


Eu: “Pois é... cena de filme”


Ele: “Semana passada, a Disney estava filmando em Nova York um filme com o Nicolas Cage. O dublê perdeu o controle de uma Ferrari e porrou o carro numa vitrine. Aqui nós temos um C3 que cai no fétido lago do parque. Cada um tem a "cena de fime" que merece.


Meu amigo e seu eterno bom humor...

segunda-feira, maio 11, 2009

Bobagens, meu filho, bobagens...


A semana passada foi campeã no quesito bobagens. Só de frases esdrúxulas e - literalmente - malditas de governantes e afins tivemos um sem-número. É isso mesmo que você está pensando: mais de cem.

O nosso presidente tinha começado a sessão cretinice reafirmando que considera hipocrisia a discussão sobre o uso de passagens aéreas pela câmara. Faça um teste e digite no Google as palavras "Lula + hipocrisia". Você vai ver que não é a primeira vez que nosso presidente usa o termo para acabar com uma discussão. Aliás, ele já virou mestre em usar essa palavra. É uma espécie de metalinguagem. Com aquela hipocrisia que lhe é peculiar ele sai com o termo a torto e a direito para rebater acusações, evitando assim, maiores manifestações sobre os casos... Se é hipocrisia agora, vai ser no próximo mandato. E no próximo. E no próximo... Fudeu, né? Nunca mais vai ser mudado isso... E agora presidente?

Bom, dias depois, o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) saiu-se com a pérola de estar "se lixando para a opinião pública". Essa dispensa maiores comentários...

Mas pouco se falou da declaração de Roberto Jefferson, feita entre a do presidente Lula e a do relator do conselho de ética - o mais legal é que ética é sempre questão de ótica, saca?. O líder do PTB, Roberto Jefferson, soltou uma verdadeira afronta a inteligência de qualquer interlocutor. Entre outras costumeiras asneiras, sobre o terceiro mandato do presidente Lula e tals, ele disse que "considera que a justiça foi feita no caso do Mensalão, já que o esquema foi desfeito". Genial, não? Uma ótica distorcida para uma ética deturpada... Amo o jornalismo que faço, mas às vezes gostaria de fazer jornalismo político, para ouvir uma bizarrice dessa às vésperas do dias das mães, e então perguntar:
"Senhor Roberto, já que a data está próxima vou usar uma mãe como exemplo, e já que o senhor é político, vou usar a mãe de um político. Ok? Qualquer um, tá? Não necessariamente o senhor. E não necessariamente sua mãe. Mas seguindo esse raciocínio, um sujeito que passasse 365 dias de um ano estuprando a tal mãe de um político, tendo sido descoberto e fugido do país, teria a justiça sido feita pelo fato de o estuprador não estar mais fudendo a puta velha?


Obs: o velha é porque mães de políticos são geralmente de idade avançada e o puta é pelos filhos que elas têm.

sexta-feira, maio 08, 2009

Corpo fechado


Após adiar estreia, Hugh Jackman vai ao México lançar "Wolverine"


A manchete tá na Folha On Line...

Nada como ser imune, né?

quinta-feira, abril 23, 2009

Livro pra voar


A Unesco instituiu 24 de abril como o Dia Mundial do Livro. Eu realmente não podia deixar passar em branco uma data tão importante.
Há dias, li num especial dominical de um jornal - não lembro se era Folha ou JT - que, na contrapartida da decadência do mercado fonográfico, o segmento de livros registra crescimento no Brasil nos últimos anos. Em 2008 o número foi um recorde!
De fato, tenho notado mais pessoas lendo ou falando sobre livros e isso me deixa realmente esperançoso com relação a nosso país.
Livro muda. Eu sei.
Quem sabe não seja esse crescimento no mercado literário mais um - imprescindível - passo do Brasil rumo a algo diferente do que temos hoje?
Livro muda. Eu sei.

A escolha da foto para esse post é emblemática para o momento. Poderia usar uma capa qualquer, mas a imagem dos livros 'trepando' tem a ver com a cabeceira da minha cama. Ela está assim. E das trepadas dos livros vem a multiplicação e a pilha vai aumentando...

Além das 'xerox' que trechos de obras para ler por conta do curso de letras, tô com uma filinha respeitável, todos começados e caminhando pro final.
"A paixão segundo GH", de Clarice Lispector é um deles. Não curti. E chegar ao final deixou de ser prioridade no momento.
"Quarup", do Antônio Calado, é dos grossos e a leitura está sendo feita a passos curtos - o Hamilton já reclamou disso!
"O último teorema de Fermat" é do Agnaldo e tem me mostrado um lado encantador da matemática que eu desconhecia!
"1984" é leitura retomada, porque outro dia vi lá na estante e achei que lê-lo nesse momento seria importante...
"Poemas", de Maiakovski com tradução de Haroldo de Campos, estava perdido por mais de um ano nas mãos do amigo Marcelo - ele nega, mas sinto que quis oprimir a poesia operária... Ele devolveu o livro, mesmo sem o pagamento do resgate, e agora estou lendo como poesia deve ser lida: em voz alta, algumas por dia, nem todos os dias...
Estão na cabeceira também o começado "Anjos caídos", do colega da USP Ricardo Valente, e "Cabeça de papel", do Paulo Francis, que peguei pra reler na iminência do documentário "Caro Francis", mas isso é história pra outro post...
Hoje me caiu nas mãos um "Alice no País das Maravilhas", empréstimo da colega de faculdade, com tradução do Monteiro Lobato... No ônibus já mandei umas boas páginas - eu não queria começar outro. Juro. Mas não tinha mais nenhuma à mão... O consolo é que no ritmo que vou acabo e devolvo logo.
Pra comemorar a data, passei no sebo no feriado de segunda-feira e comprei "Trópico de Câncer", de Henry Miller, e "Grandes Esperanças", do Charles Dickens - foi citado no "Jogo do Anjo", do Zafón, e desde então tava querendo reler - como adulto, só vi o filme da Gwyneth, mas isso é história pra outro post.
Já dei uma 'curiada' nas orelhas e primeiras páginas dos dois, mas prometo só começar a leitura quando diminuir a fila. Ah, também aguardo com ansiedade o empréstimo dos "Contos de ficção científica" do camarada Waltão...
Olhando daí, sei que a lista parece confusa, sem sentido e até com sinais de pretensão intelectual. "Aff... Um parágrafo de cada por dia, você termina até 2011", foi a brincadeira que ouvi na cama esses dias, quando a mulher notou a pilha na cabeceira.
Mas eu me entendo com eles. Afinal, ler é um prazer. Dos grandes prazeres, eu diria. Daqueles que se tem na cama, sabe?
E você, o que anda lendo, não necessariamente na cama? Me conta aí.

segunda-feira, abril 20, 2009

Anjos e Demônios

O post aí de baixo é praticamente uma 'piada interna', assim, os amigos fora do círculo podem não se divertir. E falando em círculo, me lembrei do infame círculo da confiança feito por De Niro, em "Entrando numa fria". E falando em cinema, me lembrei do "Anjos e Demônios".

Apesar da polêmica e das ameaças do Vaticano, o filme vai estrear. Amigos já viram o trailer por aí, então não deve ser novidade pra muitos...

O registro é mais pra comentar que os personagens de Dan Brown são bons, mas Langdon não funcionou direito na versão cinematográfica de "O Código Da Vinci".

Nada contra Tom Hanks - até gosto bastante desse ator - mas ele deu ao personagem ares de monobol, sabe? Aqueles caras que são tão 'almofadinhas' que parecem ter só um test... Deixa pra lá...

Bom, o trailer taí, com destaque para Ewan McGregor - outro cara que faz coisas bem boas - no papel de carmelengo...




Bulls eyes



Quarta-feira é dia de dardos! Os encontros quinzenais para o jogo ejaculativo - a alcunha foi dada pela amiga de um amigo - regados a testosterona e alguma bebida alcóolica escolhida na hora são mesmo divertidos.

Além da disputa acirrada no jogo penetrativo - eu to ficando bom nisso! - as gargalhadas, o rock and roll e o futebol são garantidos, não necessariamente nessa ordem.

No último encontro, eu tive notável melhora no desempenho, mas a grande atração para a próxima quarta é o desenrolar do diálago entre os outros dois membros de nosso clube de quatro.

-Cara, tô saindo com uma mina sensacional. Esses dias fui jantar com a mãe dela, que é outra maravilha!
-Opa, me apresenta a mãe?

(Risos gerais)

Ainda não sei o que rolou, mas espero para breve o bulls eyes...