terça-feira, maio 26, 2009

Lógicas e probabilidades


Há uns meses, lendo uma orelha de livro descobri que Lewis Carroll, o autor de Alice no País das Maravilhas, não era propriamente um romancista. O inglês era, na verdade, um matemático e nem tinha esse nome. Charles Lutwidge Dodgson usou o pseudônimo para publicar livros infantis! Quem diria, amante da lógica e da probabilidade, não previu que ficaria famoso e entraria para a história a reboque de sua 'criação'. O pseudônimo, é claro.

Bem, noutro dia uma amiga da faculdade me ofereceu uma versão de Alice no País das Maravilas, com tradução de Monteiro Lobato. Mesmo conhecendo a história, resolvi ler. Tinha interesse na versão do nosso nobre escritor para as palavras de Carroll.

De cara, constatei que Lobato escolheu muito bem essas palavras. Seguindo na leitura, me impressionei com o livro. Uma história curta e infantil, mas ao mesmo tempo intrigante e adulta.

Várias passagens com cara de 'normais' ou 'simples', mas que poem o leitor a pensar...

Alice, lá pelas tantas, reencontra o gato e pergunta:

"Seu gato, pode me dizer que caminho devo seguir?"

Então o gato responde:

"Isso depende de pra onde você quer ir"

E ela:

"Ah, não quero ir a nenhum lugar específico"

Ao que o gato diz:

"Então, qualquer caminho lhe serve"


Matemática pura! Lógica!

Pois é. A leitura foi muito boa e recomendo. Principalmente porque é bem rápida.

Há outras tantas passagem que nos fazem pensar, sempre mostrando que mesmo por trás da maior inocência pode haver algo mais. Para olhos que queiram enxergar...

2 comentários:

Walter Junior disse...

Pena que não tenho tempo para ler, estou atrasado, sempre atrasado....

Astronauta Solitário disse...

sempre na hora do chá, né?

Aceita um chá?

Aceita um chá?

cara, o atrasado depende do relógio, hien? Vc está atrasaado segundo qual relógio?